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Afluente do Batalha ganha 1.500 mudas

Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 3 min

Um dos afluentes do rio Batalha, o córrego do Ventura, localizado próximo a estrada velha Bauru-Piratininga, recebeu ontem 1.500 mudas de árvores nativas ao redor de suas três nascentes.

O projeto fez parte das comemorações do Dia de Fazer a Diferença, um dos principais eventos de mobilização social do mundo, e contou com a parceria entre o Fórum Pró-Batalha, os grupos de escoteiros Tiradentes e Guia Lopes e o Rotary Aeroporto.

O plantio das mudas começou por volta das 8h e terminou em tempo recorde: em menos de duas horas, os cerca de 120 escoteiros participantes, de lobinhos a sêniores, haviam finalizado o serviço. As mudas foram plantadas em uma área de proteção permanente e isoladas por cercas de arame.

De acordo com o engenheiro agrônomo David Geraldo Pompei, do Fórum Pró-Batalha, o plantio, além de ser uma providência efetiva para recuperar a capacidade do rio, é uma maneira de despertar nas crianças e jovens o interesse pela conservação da natureza. Segundo ele, as mudas plantadas ontem deverão estar produzindo efeitos positivos para o rio em cerca de dez anos.

“Se pegarmos todas as nascentes desses córregos, que contribuem com água limpa para o rio Batalha, e fizermos a proteção com mata ciliar, isso fará com que, daqui a cinco a dez anos, aumente a quantidade de água para o rio”, diz Pompei.

De acordo com ele, a idéia é plantar 1,5 milhão de árvores em 22 quilômetros o rio Batalha e seus afluentes nos próximos dez anos. Até agora, já foram 220 mil. “A mata ciliar é como os cílios dos olhos: ela serve para proteger o rio. Evita o assoreamento, evita que o rio perca seu leito principal e não fique com largura grande. Também evita a levada de herbicidas e urina e fezes do gado”, explica Pompei.

As mudas foram plantadas principalmente na fazenda Estância Nhá Preta III, de propriedade de João Silvestre. Quando adultas, as árvores também contribuirão para a “sucção” da água do solo, fazendo com que os lençóis subterrâneos não fiquem muito profundos e o córrego acabe secando.

Ainda de acordo com Pompei, os promotores do Meio Ambiente de Agudos e Bauru estão revertendo em mudas para o Fórum Pró-Batalha as multas aplicadas a quem comete crime ambiental, como o corte ilegal de árvores ou o represamento em área de preservação permanente. “Isso reforça nosso trabalho e contribui par aumentar a diversidade de plantas nativas”, diz o agrônomo.

“Lei”

“Uma das leis do escotismo é a preservação. O escoteiro ama a natureza”, declara o diretor administrativo do grupo Guia Lopes, Washington Luiz Brito. Segundo ele, o lobinho - o escoteiro iniciante - e os meninos e meninas que já estão há mais tempo no escotismo devem cumprir algumas etapas, e a preocupação com a questão ambiental é uma delas.

â€œÉ na criança que nós temos que semear a conservação, então ela já cresce aprendendo como e por que preservar”, completa Brito, ressaltando sua satisfação em perceber o “entusiasmo” das mais de cem crianças - a partir dos 7 anos - em aprender corretamente como plantar e por que preservar.

Para Guilherme Dias de Souza, 20 anos, dez deles dedicados ao escotismo, afirma que a conservação da nascente do rio Batalha terá efeitos positivos para aquelas crianças e jovens como ele no futuro. “O escoteiro é amigo dos animais e das plantas, então a gente procura sempre estar em contato com a natureza, conservando, mostrando para os mais novos a importância da preservação”, conta.

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