A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) está investindo R$ 1,52 milhão na megaoperação de verão da empresa, que começou no mês passado e prossegue até março de 2003. O objetivo é garantir o fornecimento de energia elétrica aos cerca de 3 milhões de clientes da distribuidora, independentemente das condições do tempo.
De acordo com o vice-presidente de Distribuição da CPFL, Hélio Viana Pereira, as chuvas de verão, acompanhadas por freqüentes descargas elétricas, sempre causam estragos na rede de energia. A operação verão da empresa consiste em um conjunto de medidas preventivas que contribuem para melhorar a segurança da infra-estrutura da rede.
“Anualmente, a CPFL investe em aprimoramentos, tecnologias e capacitação profissional para atuar, mesmo diante das adversidades da estação chuvosa, dentro dos melhores indicarores de qualidade quando se trata de distribuição de eletricidadeâ€, destaca Pereira.
De acordo com ele, ao longo deste ano, a empresa adotou medidas de aprimoramento em todas as suas áreas técnicas e operacionais, sendo que a manutenção preventiva recebeu atenção especial. Enquanto permanecer a operação verão, cerca de 1,3 mil profissionais estarão trabalhando no atendimento às ocorrências em toda a área de atuação da companhia energética.
Ao todo, na região de Bauru - sede Noroeste da CPFL - estarão trabalhando 438 eletricistas durante a operação verão.
Consumo
O vice-presidente de Distribuição da CPFL afirma que a empresa aproveitou a experiência da operação verão de 2001/2002 para melhorar alguns pontos neste ano. “Estamos localizando melhor nossas subestações móveis, sendo que uma delas ficará em Bauru, e outra em Araraquara. Outros detalhes mais técnicos também foram aprimoradosâ€, diz Pereira.
Em relação à central de atendimento da CPFL (0800-101010), que ainda é alvo de muitas reclamações por parte dos consumidores, o vice-presidente alega que o departamento foi reforçado e que cerca de 50% das ocorrências que chegam à central são resolvidas dentro de 30 minutos. A média de atendimento ao cliente seria de 57 minutos na área urbana, e 77 minutos na área rural.
Questionado sobre a decoração de Natal na sede da empresa em Bauru, que foi inaugurada ontem à noite, Pereira discorda que possa ser uma forma indireta de “incentivar†as pessoas ao consumo de energia sem racionalidade.
“A CPFL sempre pregou o consumo racional da energia, que é cara e não deve ser desperdiçada. Quando o racionamento terminou, as pessoas continuaram com o hábito de economizar energia e o consumo jamais voltou ao patamar de antes. Não há mais risco de racionamento e acredito que as pessoas não precisam abrir mão do conforto que a eletricidade traz, racionalmenteâ€, diz.
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Prefeitura
O prefeito Nilson Costa, que participou ontem do lançamento da operação verão da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), disse que a Prefeitura Municipal de Bauru está pagando em dia as parcelas referentes a uma dívida estimada em R$ 5 milhões que tem com a empresa.
“Quando eu assumi a prefeitura, há quatro anos, já havia um débito em torno de R$ 3 milhões com a CPFL. Nossa primeira atitude foi entrar em contato com a empresa para estabelecer um parcelamento que nos permitisse quitar essa dívida. Tudo isso está sendo seguido rigorosamenteâ€, destacou o prefeito.
Segundo Nilson Costa, a situação se agravou quando a taxa de iluminação pública (TIP) deixou de ser paga pelos consumidores - através de uma decisão da Câmara Municipal - e o município passou a responder pelo consumo mensal, pelo parcelamento da dívida com a CPFL e pela TIP.
“Do total do gasto mensal da prefeitura com energia (cerca de R$ 400 mil), aproximadamente 75% se refere à iluminação pública. Mas o nosso relacionamento com a CPFL tem sido ótimo e estamos conseguindo honrar todos os compromissos, mesmo pagando R$ 500 mil por mês pela dívida antiga da prefeitura com a empresaâ€, ressaltou Nilson Costa.