A ponte Ayrton Senna, que liga a região do Núcleo Mary Dota ao Distrito Industrial 1, terá que ser interditada para investigar melhor a causa das fissuras observadas nos blocos de fundação. Além da equipe da Secretaria de Obras, especialistas já analisaram a estrutura, mas não chegaram ao que provocou as rachaduras.
A interdição será o meio para investigar melhor o problema e chegar à causa da fissura, explica Antônio Carlos Duarte, secretário municipal de Obras. “Teremos que ver se há alguma alteração na cabeceira da ponte, que está aterrada. E para isso é preciso interditarâ€, explica.
Porém, ressalta Duarte, a retirada de terra da cabeceira da ponte em época de chuvas poderia colocar em risco toda a estrutura. “Para não correr o risco de danificar o aterro, vamos esperar passar a época de chuvas para depois começarmos a mexer. Vai ficar para abrilâ€, conta.
O secretário de Obras cita que José Henrique Albiero, que foi professor da Faculdade de Engenharia da Unesp e da Universidade de São Carlos, especialista em estrutura, inspecionou a ponte, mas não conseguiu chegar à causa das fissuras nos blocos de fundação.
Porém, Duarte descarta a possibilidade de ter ocorrido erro de cálculos na obra. Ele afirma que a fissura está estabilizada e não há risco de desabamento da ponte desde que a limitação de peso seja respeitada. “Estamos monitorando as fissuras e verificamos que elas estão estabilizadasâ€, tranqüiliza.
Há uma semana, a Secretaria Municipal de Obras proibiu a passagem de veículos com mais de dez toneladas sobre a ponte Ayrton Senna. Foram colocadas placas indicativas do peso máximo de ambos os lados da ponte, mas o JC flagrou, na semana passada, que caminhões pesados estavam transitando pelo local.
Dez toneladas corresponde a um caminhão comum, com um único eixo, carregado. A ponte, sobre o rio Bauru, foi entregue no final de setembro de 2000, na véspera da eleição que deu a reeleição ao prefeito Nilson Costa (PPS).
A construção da ponte, que custou cerca de R$ 250 mil, vinha sendo reivindicada há anos porque encurta o trajeto entre a zona leste - região do Mary Dota - e a zona sudeste - região do Distrito Industrial 1 e do Jardim Redentor.