Lá na represa da Usina Capivara, no município de Maracaí, adiante do distrito de São José das Laranjeiras, existe uma pequena ilha, onde o meu concunhado Elifaz Demane freqüenta há mais de 20 anos. Local onde também seu filho Beto pega alguns peixinhos para vender na cidade. Ali, naquele recanto encantado, onde a brisa que vem da represa refresca as tardes calorosas dos sábados e domingos de verão, já foi pego muitos peixes dos bons.
João-de-barro e sabiás alegram o local com a sinfonia de seus cantos. É onde mora a felicidade. Naquele recanto, ninguém se lembra de dívidas, tristezas ou qualquer outro problema.Tudo é paz e harmonia entre todos aqueles que lá freqüentam.
Um dia, passou por lá o prefeito de Maracaí Toninho Cavalheiro. Naquele dia, bem no alto dos pés de Santa Bárbara, árvore frondosa que faz uma sombra deliciosa, notou nas pontas dos galhos algumas latinhas de cerveja encaixadas. Ficou curioso com aquilo e como aquelas latinhas foram parar lá, no topo da árvore tão alta. Seria impossível terem sido colocadas lá por alguém. Os galhos são finos e não suportariam o peso de uma pessoa para levá-las até aquela altura.
Aí, ele chamou então nosso amigo João Martins, que ali estava, e perguntou:
- João, como foi que aquelas latinhas foram parar no topo da árvore?
O João, muito esperto, pensou, pensou e logo veio com a resposta, de maneira gaguejada, como é:
- Ooolha ToToninho, tototodo João bébébébe. Sósó popode sesssessser ooo jojoão dede babarro queque dedeixoxou lá. (Irineu Bernardo é pescador e mora em Marília)