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Da Redação
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Enfermeiras e doutoras

Segundo resolução do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) n.º 256, de 12 de julho de 2001, ficou autorizado o uso do título de doutor para enfermeiros graduados. A medida está fundamentada no procedimento isonômico, pela “confirmação da autoridade científica profissional perante o paciente/cliente”.

Agora, enfermeiras - que por lei devem ter graduação superior - devem ser chamadas de doutoras. Apesar da medida ter sido anunciada há quase um ano, ainda não é hábito chamá-las com o novo título.

No Encontro Nacional de Enfermagem e Tecnologia (Enftec) que foi realizado em São Paulo, as quase 500 enfermeiras que participaram não se mostraram preocupadas com a titulação, mas com a discussão sobre os rumos e tendências do mercado de enfermagem.

“Estamos na fase de conquista de reconhecimento das instituições, da especialização profissional e da excelência em qualidade. Ser chamada de doutora é importante, mas ainda há um longo percurso para conseguir saúde em todo País”, explica a enfermeira Elda Muraro, presidente do Enftec.

Manifesto nacional

No próximo dia 19 de maio, os diversos grupos de apoio aos portadores de hepatite C existentes no Brasil sairão às ruas para cobrar das autoridades a execução do Programa Nacional para a Prevenção e Controle das Hepatites Virais, aprovado pelo Congresso Nacional em fevereiro último porém ainda sem definição de dotação orçamentária.

O evento será realizado simultaneamente nas cidades de São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Rio Branco e Santos, entre outras que ainda não divulgaram sua programação.

De acordo com a presidente do Grupo de Apoio ao Portador da Hepatite C do Estado de São Paulo, professora Micky Woolf, também portadora do vírus causador da doença, a iniciativa programada para 19 de maio, Dia Nacional de Prevenção da Hepatite C, visa principalmente alertar as autoridades responsáveis pela Saúde Pública, nas esferas federal, estadual e municipal, sobre as condições epidêmicas da Hepatite C, além de cobrar medidas efetivas de prevenção e controle.

Segundo Micky, a Hepatite C atinge cerca de 4 milhões de brasileiros. Ela enfatiza que a doença destrói o fígado lentamente e pode provocar tanto câncer quanto cirrose. “Em muitos casos, somente um transplante pode evitar a morte, mas não significa a cura da doença”, finaliza Micky.

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