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Vulcões longe daqui!


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Estima-se em cerca de 300 o número de vulcões em ebulição no mundo. Nada além, porque alguns milhares de outros se extinguiram ou se tornaram temporariamente inativos, com dimensões variando desde simples montículos até impressionantes elevações, entre os quais se destacam o Vesúvio e o Étna, na Itália e o Fuji-Yama, no Japão. No rol dos que desapareceram alguns deixaram amostras de sua presença, com realce para o lago Ilpongo, em El Salvador, e o lago do Vico, na área italiana.

De onde procedem os vulcões? A maior parte deles tem o seu epicentro principalmente ao longo das costas oceânicas. Debitam-se eles ao calor reinante no recesso da Terra, pois sob a crosta terrestre, a uma profundidade de 30 a 70 quilômetros, existe uma camada de rochas compactas de silício e magnésio, dominada por uma temperatura de 1.330ºC. Sob enormes energias tal camada mantém-se constantemente em estado pastoso e, em certos lugares, as rochas em fusão produzem continuamente gases que, cada vez mais comprimidos, exercem uma violenta pressão, a qual acaba encontrando vias de escape e, sob forma incandescente, chega a afluir à superfície através das explosões vulcânicas, exatamente como as que ora vêm acontecendo na Itália, onde o Vesúvio está pondo para correr milhares de habitantes da legendária Pompéia, conforme a TV tem mostrado, repetindo assim a fabulosa erupção que entrou para a história por ter deixado a cidade à mercê de um mar de cinzas, uma tempestade de pedras de fogo, toda a região coberta de lava e 29 mil vidas esfaceladas. Depois de três dias nada mais restava da soberba Pompéia da pré-história. Mas não ficaram nisso as exteriorizações e suas conseqüências funestas: a do Étna, na Sicília, em 1769, matou 20 mil em 14 cidades vizinhas, e o Krakato, na Ilha de Java, em 1883, nada menos de 36 mil.

No Brasil, felizmente, não ocorrem tais violências do subsolo, mas já ocorreram há cerca de 70 milhões de anos. Quem descobriu tal número não sabemos e a história que temos não o revela! O planalto de Poços de Caldas-MG, por exemplo, surgiu como consequência de rebeldias vulcânicas. São arraigamente vulcânicos também o maciço de Itatiaia e das ilhas de São Sebastião, Fernando de Noronha e Trindade. E temos de dar graças porque todos aqui estão dormindo a sono solto, levando as populações a levantar as mãos para os céus a fim de que sejam poupadas eternamente de seus terríveis flagelos. Não precisamos dos castigos da espécie. Temos outros de quase iguais conseqüências, como a incidência de prolongadas secas de um lado e os devastadores temporais de outro, que também fazem vítimas e nos fazem chorar. Sai, satanás...! É a nossa opinião. (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado)

PS - Agradecemos aos bondosos leitores que nos endereçaram cumprimentos pela homenagem que o conjunto Gotas d’Esperança nos prestou e pela entrevista que concedemos à TV Preve (alô, Naida!) sobre a história da imprensa bauruense.

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