Rural

Leilão venderá gado brangus e nelore

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

No próximo dia 11, em Iacanga, será realizado o Leilão Fazenda Santo André & Fazenda da Janga. O evento - primeiro de uma série que continuará em 2003 - promete aquecer os negócios na região. A partir das 14h, estarão à venda 1.200 animais para cria, recria e engorda e dois reprodutores brangus. O leilão será no Recinto 4 Patas.

De acordo com Rui Ferreira, gerente das fazendas organizadoras do evento, o leilão da próxima quarta-feira faz parte de um projeto que está sendo desenvolvido em propriedades localizadas em Pirajuí, Reginópolis e Iacanga. Nessa seqüência, já estão programados outros três leilões para o ano que vem, nos dias 2 de abril, 13 de agosto e 3 de dezembro.

“Faz parte do projeto um rebanho de 3 mil matrizes de corte da raça nelore, sendo 2 mil inseminadas em cobertura por touros nelore e as outras 1.000 com inseminação e repasse de brangus. Com esse gado, nosso objetivo é promover três leilões anuais, além do que será realizado na próxima quarta-feira”, explica Ferreira.

Os três eventos já programados para 2003 consistem em leilões de corte. Cerca de 400 a 500 animais das fazendas Santo André e da Janga - provenientes de cruzamentos entre brangus e nelore - estarão à venda em cada um deles, além do gado (incluindo a raça guzerá) de outros dez grandes criadores convidados para participar do evento.

“Estamos realizando um trabalho diferenciado na pecuária de corte. Todas as vacas levadas a leilão têm exame de brucelose, tuberculose e certificado. Temos um veterinário responsável pelo projeto, assessorias zootécnica e de agronomia e estamos nos adequando à exigência da rastreabilidade. Ou seja, estamos prontos para oferecer ao mercado animais de alto nível”, destaca Ferreira.

No criatório das fazendas, existem cerca de 200 matrizes PO brangus e dez vacas da mesma raça importadas dos Estados Unidos e da Argentina. Quatro dessas dez vacas possuem título de campeãs nacionais. “Fazemos transferência de embrião para melhorar a qualidade genética do gado”, diz o gerente das fazendas Santo André e da Janga - que são o “braço” agropecuário do grupo Notredame Intermédica na região.

Entre os animais nelore do criatório, são cerca de 200 matrizes PO e 14 doadoras de embriões, do mais alto nível. “Trabalhamos com essas duas raças não por uma opção de mercado, e sim pela qualidade e características de ambas. O nelore é a raça do Brasil, detentora do maior plantel nacional. E brangus é a melhor opção para o cruzamento, inclusive no que diz respeito ao custo-benefício”, ressalta Ferreira.

Na Grand Expo Bauru deste ano, o trio rústico de novilhas da Fazenda Santo André ganhou o prêmio máximo durante o julgamento.

A raça brangus é sintética, composta por 3/8 de gado zebu e 5/8 de aberdin angus (originária da Escócia). A grande vantagem do brangus é a somatória das características do zebu e do angus. Do zebu, o brangus herdou a adaptabilidade ao pasto e ao clima, o que é fundamental num País tropical, e do angus, herdou a precocidade.

As fêmeas dão cria muito cedo e os machos terminam a carcaça pronta para o frigorífico no máximo aos dois anos de idade. Além disso, a qualidade da carne do angus é famosa no mundo todo.

Brangus é considerada a melhor opção para o cruzamento industrial a campo. Os animais se destacam por sua precocidade sexual para reprodução, pela rusticidade e excelente acabamento de carcaça. É a segunda raça mais comercializada em leilões em todo o País, perdendo apenas para a nelore, que tem o maior plantel nacional.

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