Tribuna do Leitor

Tendência mundial


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Muito interessante um comentário recentemente veiculado na Tribuna do Leitor. Realmente precisamos de "governantes” que trabalhem para nós, ao invés de preocupar-se com o ganha pão de uns e alegria de todos nós. Um grande abraço e parabéns!!

Venho a esse respeitável jornal manifestar minha satisfação em saber que a prefeitura de Bauru fez cumprir a Lei, proibindo a apresentação de animais no Circo Estoril.Bauru é uma cidade privilegiada por ter uma Lei coerente, consciente, proibindo esse tipo de apresentações. A proibição de apresentações de animais em circos é uma tendência mundial, pois tornou-se público e notório que os animais sofrem maus-tratos, não só pelas privações trazidas por uma vida intinerante, enjaulada, longe de seu habitat natural, mas principalmente os castigos que lhes são inflingidos para que executem os truques.

Ora, é claro que nenhum animal vai se comportar como um artista por que assim deseja. Os animais são irracionais e não tem a vaidade, não tem interesses, enfim, na natureza comportam-se instintivamente. A fim de fazer com que executem truques, os domadores aplicam castigos os mais variados, pois só assim os animais mudam seu comportamento. Qual é a graça em assitir a um animal executando truques, se sabemos que ele só o está fazendo por medo, medo da dor, das privações que terá que passar se não obedecer? As pessoas que não concordam com a proibição provavelmente nunca pararam pra pensar nisso. Há, hoje em dia, muita informação do que realmente ocorre nos circos com animais.

Quem diz que circo sempre teve animal, que é uma coisa antiga, e assim defende a apresentação de animais no circo, deve ser também a favor da volta da inquisição, pois também é uma coisa muito antiga, que existiu durante muito tempo, e portanto não deveria ter acabado. Ora, esses argumentos não têm cabimento. Dizer também que deveria haver fiscalização para verificar se os animais estão sendo mau tratados é totalmente utópico. Pra começar, os circos são intinerantes, mudando de cidade de tempos em tempos. Depois, como seria feita a fiscalização no adestramento? Ora, os animais já estão adestrados. Mas é necessário desestimular essa prática, proibindo sua apresentação. Em certo tempo, essa prática deixaria de existir, menos animais seriam tirados de seu habitat natural, menos animais serão mau tratados.

Quem diz que circo sem animais não é circo por certo não sabe da existência de espetáculos como os do Circo de Soleil ou do Circo OZ. São maravilhosos, e sem animais. Os artistas circenses do Brasil devem ser mais valorizados nesse sentido, montando esse tipo de espetáculo, e deixando os animais em paz. (Rafael Cordeiro de Macedo - Rua Brasílio Bacellar Filho, 104, Tinguí, Curitiba, Paraná, (041) 96029160, RG 5.904.873-2)

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