Pirajuí - Os servidores municipais de Pirajuí entram hoje no décimo terceiro dia de greve, sem avanço nas tentativas de negociação. De um lado, o prefeito Luiz Carlos Serrato (sem partido) não aceita conversar enquanto o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região (Sinserm), que representa a categoria, estiver à frente das negociações. De outro, os trabalhadores exigem melhorias salariais e levam denúncias ao Ministério Público.
Ontem, os servidores, com apoio do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Comissão de Direitos Humanos da OAB e Sindicato dos Condutores de Guarulhos fizeram um protesto na praça em frente à prefeitura e saíram em passeata até o Fórum onde a assessoria jurídica do Sinserm protocolou junto ao Ministério Público, representação contra a prefeitura alegando contratações ilegais.
De acordo com o advogado do Sinserm, Sandro Fernandes, seriam várias as contratações irregulares na administração Serrato. Essa situação, disse ele, levará a uma denúncia formal na Câmara de Vereadores na próxima semana.
O desconto de dias parados na folha de pagamento deixou os servidores ainda mais revoltados ontem. De acordo com o Sinserm, o desconto é ilegal uma vez que a greve sequer foi julgada. Já a assessoria jurídica da prefeitura garante que o desconto está amparado legalmente e que a ação do sindicato está emperrando as negociações.
Enquanto a greve persiste, os servidores continuam cumprindo um termo de compromisso assumido junto ao Ministério Público do Trabalho que assegura o atendimento dos serviços essenciais à população, como na saúde e coleta de lixo.