Pessoas que dormem mal regularmente estão correndo o risco de morrer antes do tempo. Ao contrário do que muitos pensam, roncar, acordar várias vezes e passar noites em claro são distúrbios bem mais sérios do que se acreditava até há bem pouco tempo.
Hoje, já está provado que muitos distúrbios do sono predispõem o indivíduo a doenças graves que podem tanto prejudicar o desenvolvimento físico e mental de uma criança, quanto comprometer órgãos nobres do corpo humano adulto.
De acordo com o neurologista Alberto Luiz Moura dos Santos, a medicina registra 84 doenças que afetam a qualidade do sono. Elas estão divididas em dois grupos: as intrínsecas e as extrínsecas.
As intrínsecas são aquelas alterações que estão diretamente ligadas ao sono, como alguns casos de insônia, as apnéias e a narcolepsia - distúrbio que causa, entre outas coisas, sono excessivo.
Já as alterações extrínsecas são patologias ou situações cujos sintomas ou conseqüências podem aparecer durante a noite e afetar a qualidade do sono. Os exemplos mais comuns são as convulsões epilépticas, os quadros de ansiedade e as parassonias (sonambulismo, bruxismo e terror noturno).
Os distúrbios do sono afetam a vida do ser humano em todos os aspectos. Dormir mal deixa as pessoas cansadas e sonolentas. Prejudica a memória, a concentração e o raciocínio. Reduz os reflexos, aumentando em até nove vezes os riscos de se sofrer acidentes profissionais ou de trânsito.
Além disso, causa irritabilidade, o que também compromete os relacionamentos de trabalho. “E causa sérios problemas familiares, porque geralmente o cônjuge vai dormir em outro quarto por causa do ronco e reclama que o outro não quer mais sair, nem manter relações sexuais porque está sempre cansadoâ€, comenta o médico.
Especialistas garantem que existe um tratamento específico para cada tipo de alteração. As opções vão desde mudanças de hábito simples, como disciplinar horários e perder peso, até medicamentos, uso de aparelhos e cirurgias.