Polícia

Assassinato não teria motivo passional

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

O pai da menor apontada como pivô da briga que culminou na morte do adolescente, Danilo Garcia dos Anjos, 15 anos, na madrugada de domingo, no Parque Santa Edwirges, nega que sua filha tenha presenciado o crime. “Ela me garantiu que não saiu da festa. Ela soube que estava um tumulto lá fora, mas não saiu da festa, muito menos com ele (Danilo). Eles mal se conheciam”, afirma.

O crime aconteceu na madrugada de domingo, próximo a uma festa, na quadra 4 da rua Eurico Ayres Prado. Segundo as primeiras informações que chegaram à polícia, a vítima teria saído da festa abraçado a duas menores, o que teria suscitado o ciúme de um outro rapaz.

O rapaz e sua turma teriam passado a agredir Danilo com chutes e golpes por todo o corpo. Ele teria caído e batido a cabeça na guia da sarjeta, o que teria causado traumatismo craniano e provocado sua morte.

Porém, 48 horas depois, o quadro começa a se modificar devido a várias informações, ainda não confirmadas pela polícia. A menor tida como pivô da briga, que teve seu nome preservado em cumprimento do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), contou ao pai, W.L., que estava na festa de aniversário, mas que não viu a briga. “Ela desconhece essa história de que saiu abraçada com o Danilo”, diz o pai.

Segundo ele, sua filha conhecia Danilo da escola, onde ele estudou, no Parque Santa Edwirges. “Ela não tem namorado, que eu saiba. Ela garantiu para mim que não assistiu os meninos baterem nele (Danilo)”, completa.

W.L. afirma que a filha estava dentro da casa onde ocorreu a festa. “Ela não saiu da casa. Não viu nada. Ela estava com suas amigas”, diz.

Família

Segundo uma pessoa que não quis ser identificada, a vítima teria saído da festa, andado cerca de 100 metros até o local onde foi cercado e morto por três rapazes que ela sabe apenas o primeiro nome ou apelidos.

A irmã de Danilo, Priscila Martins dos Anjos, conta que quando o rapaz estava no hospital chegou a falar com um dos agressores. “Eu fui atrás para saber o que tinha acontecido. Ele admitiu que tinha batido no meu irmão. Quando fiquei sabendo da morte, fui atrás dele e ele tinha fugido”, revela.

Ela acha que o irmão foi morto porque tinha muitas amizades. “Ele era muito querido. As meninas gostavam muito dele. A pivô da briga é amiga dele”, garante ela. Apesar da irmã acreditar que Danilo era muito querido no bairro, ela não soube explicar porque ninguém o defendeu durante a briga.

“Eles não defenderam. Eu não sei porque. Ele tinha tantos amigos que no enterro tinha mais de 150 pessoas”, conta. De acordo com ela, Danilo não tinha inimigos e era trabalhador. “Ele não tinha inimizade com ninguém e nem envolvimento com qualquer coisa ilícita, tanto que não tinha passagens pela polícia”, frisa.

Na avaliação da irmã, o assassinato de Danilo foi uma crueldade gerada pela inveja. “As meninas gostavam muito dele. Os outros garotos morriam de inveja dele”, diz. Na versão que a irmã obteve junto aos amigos, Danilo saiu da festa abraçado a duas meninas. Um delas seria paquera de um dos agressores.

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