Os 26 funcionários da marcenaria da prefeitura estão indignados com o fechamento, ainda que temporário, do prédio localizado na quadra 4 da rua Comendador Leite, na Bela Vista.
As atividades na marcenaria estão suspensas desde sexta-feira por causa das condições precárias do prédio, denunciadas pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região (Sinserm).
Os funcionários não querem deixar o posto de trabalho, explica o ajudante geral Eduardo Matos. “O prédio já esteve pior. Nós não queremos sair daqui. Temos máquinas novas e ferramentas e queremos continuar o nosso trabalho. Nós servimos todas as secretariasâ€, explica.
Ele diz que foi avisado que os servidores serão remanejados para outros locais de trabalho. “Não sabemos exatamente para onde vamos. Estamos inseguros. Não achamos correto extingüir a marcenaria. Há boatos de que o serviço será terceirizadoâ€, afirma.
O servidor conta que a suspensão das atividades da marcenaria preocupa. “Tem funcionário aqui com 25 anos de casa. Nós não achamos certo terceirizar os serviços. Nós temos material e mão-de-obra qualificada.â€
De acordo com Matos, na marcenaria trabalham marceneiros, carpinteiros, pintores e ajudantes gerais. “Eu tenho pouco tempo de casa e mesmo assim fiquei chocado. Queremos saber a razão do fechamento, ainda que temporárioâ€.
O marceneiro Geraldo Azevedo compartilha a opinião. “Nós servimos a prefeitura como um todo e o nosso serviço é muito importante. Não queremos que a marcenaria seja extinta.â€
Os funcionários reclamam que o sindicato os abandonou. “Eles brigaram junto com a gente. Agora a gente telefona para eles e dizem que não tem ninguém para nos atender. Eles estão em Pirajuí, mas será que não pode ficar um diretor para nos ajudar?â€, questionam.
O Sinserm foi procurado para se pronunciar sobre a reclamação dos funcionários, mas até o fechamento desta edição não havia retornando às ligações.
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Transferência
De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, todos os funcionários da marcenaria serão remanejados. “Eles serão transferidos para postos de trabalho mais próximos de suas casas. Para isso, os casos estão sendo estudadosâ€, informa a assessoria.
A reabertura da marcenaria, segundo a assessoria, só será definida após avaliação do prédio. “As secretarias de Obras e das Administrações Regionais vão avaliar se vale a pena fazer as reformas. Não há nada definidoâ€, informa a assessoria.