Menos de 1% dos cerca de 4.500 trabalhadores da construção civil de Bauru são mulheres. O contingente sobe para 6% no Estado de São Paulo, que conta com quase 350 mil funcionários, e é muito maior em Estados do Nordeste. A informação é do presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção e Mobiliário de Bauru, Cláudio da Silva Gomes.
Ele, por exemplo, não conhece ninguém do sexo feminino que exerça a função de pedreiro e acredita que a maior parte das mulheres freqüente cursos de formação nesta área para desempenhar a função dentro de casa.
“Sempre desejei a participação igualitária na profissão, mas acho que os maridos e até empregadores têm restrições à participação feminina neste segmentoâ€, explica, ressaltando a precisão feminina neste ofício.
Apesar do cuidado e do capricho, a maioria das mulheres que participaram do curso de assentador de alvenaria não se identifica com cursos de capacitação profissional tipicamente femininos, como de culinária e artesanato. Por essa razão, a Secretaria do Bem-Estar Social (Sebes) também oferece atividades na área de construção civil.
“No curso de pintor de obras, quase metade dos alunos era mulher. O de edificações também chamou a atenção de muitas delasâ€, conta a chefe da seção de treinamento e iniciação para o trabalho da secretaria, Maria Cristina de Souza.
Em contrapartida, as aulas de massa caseira e salgadinhos são freqüentadas por homens, informa a diretora da divisão de ação social da Sebes, Marilza Balduíno de Andrade.