Polícia

Para PM, o local é perigoso

Da Redação
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O capitão Nélson Garcia Filho, comandante da 4.ª Cia da PM, que cuida do trânsito, considera que o número de acidentes registrados neste ano - sete desde janeiro até novembro - é alto. Ele aponta alguns fatores que prejudicam a visibilidade da sinalização de trânsito instalada no cruzamento.

Para ele, uma árvore do lado esquerdo da rua Gérson França prejudica a visualização da placa vertical de “pare”. “A placa do lado direito não está prejudicada, mas mesmo assim é necessário que o motorista veja também a placa da esquerda”, enfatiza.

Outro problema apontado por Garcia é a presença de uma árvore e um poste de iluminação pública do lado direito da esquina da Joaquim da Silva Martha. Ele acredita que os obstáculos levam os motoristas que sobem a rua Gérson França a não respeitar a faixa de pedestre e a invadir o cruzamento, provocando colisões.

O capitão Garcia concorda que é preciso fazer um estudo do trânsito no cruzamento para implantar a sinalização ideal. Quanto às árvores, Garcia acha que não é politicamente correto cortá-las. “Neste caso, a melhor opção é o semáforo. Não é um grande investimento e resolveria a situação”, explica.

Enquanto a reportagem estava no local constatando os problemas do cruzamento, ontem pela manhã, um motorista não obedeceu à sinalização. Diante da equipe de reportagem, do capitão Garcia e do cabo Fernandes Nantes de Almeida, que estavam na esquina, ele passou em alta velocidade. “São estes casos que acabam nas colisões. Nem mesmo a presença de policiais evita as infrações”, frisa o capitão.

Para ele, o fato de haver semáforo nos cruzamentos anteriores da rua Gérson França pode confundir os motoristas. “Nos três cruzamentos anteriores existem semáforos. O motorista pode achar que a rua é preferencial e, se não observar direito a sinalização, invade a preferencial”, afirma o capitão.

Segundo a engenheira da gerência de planejamento viário da Emdurb, Roberta Oliveira Lança, o estudo feito em agosto não apontou necessidade de implantação de um semáforo. O número de carros e o de vítimas não atendem os critérios do Departamento Nacional de Trânsito (Denatram) para instalação do equipamento, segundo explica.

Ela informa que no início do ano a Emdurb fará um novo estudo do cruzamento. Segundo Roberta, o número de vítimas é preocupante, portanto, as ruas receberão tratamento diferenciado. A engenheira da Emdurb diz que a empresa implantou ampla sinalização no cruzamento. Para ela, os principais problema, ainda são a imprudência e a desatenção dos motoristas.

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