Articulistas

Esperança para deficientes


| Tempo de leitura: 2 min

Um idioma brasileiro de sinais (libras), com o propósito de facilitar o acesso do deficiente auditivo que, não ouvindo, não aprende a falar e escrever as palavras e nem saber o que se passa em seu derredor, estava faltando muito na vida dessa enorme camada de gente. Não o está mais, porém, porque acaba ele de ser lançado na área com a criação daquilo que é um “banco de dados da nossa língua”, tudo gravado em autêntico CD-Rom. Trata-se do “Dicionário de Libras Ilustrado”, que apareceu e aí está em distribuição nas escolas fundamentais, com 43.606 verbetes, 3,5 mil vídeos, 4,5 mil sinônimos e cerca de 3,5 mil imagens, conforme noticia o “Informativo” da Imprensa Oficial do Estado. “O objetivo central do projeto é a inclusão do sistema digital no ensino”, explica a artista plástica Flávia Brandão, responsável pelo desenvolvimento do dicionário, no que contou com a importante colaboração da intérprete Denise Sério. Trabalharam conjuntamente durante 14 meses “e o resultado foi compensador”, avaliam ambas, informando que os primeiros 8 mil volumes estão sendo distribuídos à rede de ensino público do Estado, além do que cerca de 105 infocentros da Capital e do Interior oferecem exemplares a usuários de todas as idades com deficiência auditiva e àqueles que tenham interesse em ampliar conhecimentos sobre a linguagem de sinais. De acordo com Flávia, “o grande diferencial do dicionário é a tri-apresentação simultânea do sinal, da palavra e da imagem. “Ao digitar-se qualquer palavra aparece um vídeo da intérprete executando o sinal correspondente em libras, ao mesmo tempo que surge uma imagem (foto ou desenho) e por escrito o pleno significado da palavra com seu sinônimo, quando existir. Isso permite ao deficiente auditivo, não alfabetizado, assimilar imediatamente o significado de uma palavra ou sinal (gesto)”, completa o “Informativo”, que a Imprensa Oficial acaba de nos remeter.

É óbvio que o novo dicionário constitui um precioso auxílio para deficientes de audição, a par de “mais uma ferramenta para o professor”, merecendo, conseqüentemente, o maior reconhecimento da sociedade, que vê nele um avanço extraordinário no desenvolvimento da cultura dos que têm a infelicidade de nascerem ou adquirirem problemas de audição e, conseqüentemente, se colocarem à margem do aprendizado escolar e das manifestações de quantos lhes são próximos. Parabéns aos seus inventores, bem como introdutores na existência dos necessitados. É a nossa opinião. (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado).

PS - Agradecemos e retribuimos os votos de feliz Natal que nos foram transmitidos pelos amigos médico Jadyr José Gabriele e família, jornalista Antônio Carvalho Mendes - SP, médico Olavo H. Botelho, deputado Solon Borges dos Reis - SP, advogado e contabilista Pedro Ítalo Rigitano e Instituto Social São Cristóvão.

Comentários

Comentários