Pirajuí - A greve dos servidores municipais de Pirajuí entra hoje no 19º dia, sem muitas perspectivas de negociação. Ontem, mais uma audiência de conciliação foi realizada mas o prefeito Luiz Carlos Serrato (sem partido) não compareceu e mandou um assessor jurídico acompanhar a reunião que aconteceu na Justiça do Trabalho, em Lins.
De acordo com o assessor jurídico do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região (Sinserm), Sandro Fernandes, o advogado que representou o prefeito na audiência não tinha poder de decisão.
A audiência convocada pelo juiz do trabalho Wagner Ramos de Quadros, contou ainda com a presença do procurador do trabalho Luís Henrique Rafael, de Bauru.
De acordo com Sandro Fernandes, ontem o Sinserm aproveitou para formalizar pedidos liminares quanto ao ressarcimento dos dias descontados no salários dos servidores em greve e também para “cessar imediatamente as ameaças de demissão por justa causa que vêm sendo feitas pelo prefeito, bem como as contratações temporáriasâ€, disse. Ainda segundo Fernandes, o juiz deve emitir um parecer hoje sobre a questão.
Recentemente, o Ministério Público do Trabalho (MPT), em Bauru, já havia marcado uma audiência de mediação para se tentar uma composição amigável entre Prefeitura de Pirajuí e servidores municipais. No entanto, apesar da iniciativa do procurador Rafael em querer encontrar uma solução para o impasse, a questão não foi resolvida porque o prefeito não compareceu nem mandou representante.
Os servidores estão em greve desde o dia 25 reivindicando várias adequações no que diz respeito às condições de trabalho. Apesar dos servidores estarem legalmente representados pelo sindicato da categoria, o prefeito não aceita negociar com o Sinserm.
Ontem, entre funcionários com cargo de confiança que estavam trabalhando, a informação era a de que o prefeito não havia comparecido à prefeitura e ninguém sabia informar onde ele se encontrava.