Tribuna do Leitor

Antenado


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Não podemos negar que a televisão é um importante meio de comunicação. Dificilmente encontramos um lar no qual não haja este aparelho. Presente na vida das pessoas, este objeto serve para informar, divertir, ensinar e também iludir. O problema é que, com o passar dos anos, a qualidade dos programas televisivos vem caindo, oferecendo-nos cada vez menos cultura. Isso ocorre devido à busca incansável das emissoras pelo Ibope. Não devemos rotular de “baixo nível” um programa por seu assunto. Não se pode ligar, por exemplo, sexo e violência a programas baixos, afinal, podem haver matérias ou filmes sobre esses assuntos de altíssimo nível. O ruim é a forma como são retratados. Os telejornais são envoltos por sensacionalismo, os desenhos animados são carregados de violência, as novelas exploram o sexo, os programas humorísticos apresentam-se à base de preconceitos... Por que, então, esses programas alcançam grande audiência? Não que falte cultura à população, mas esta não se manifesta para uma melhor programação. Estes programas despertam no público sentimentos diferentes, os quais são razões de uma identificação popular com aquilo que se vê. Mesmo na pessoa mais pacífica, por exemplo, pode-se encontrar um pouco de sadismo, não que esta seja má, mas por ela seguir o instinto humano. Estes sentimentos são, portanto, explorados pelas emissoras com o objetivo de satisfazer, cada vez mais, a essa desinformação. Para começar, a TV deveria parar de combater o feio com o mais feio, o violento com o mais violento... Uma outra solução seria a contratação de um ombudsman - contratado para apontar, publicamente, os erros e defeitos da emissora. No caso de um jornal, um ombudsman teria uma coluna para apenas criticar o jornal onde escreve - assim, teria acesso às reclamações do público. Com uma crítica popular de peso, a programação televisiva seria mais atrativa e menos perigosa. Isso só depende de nós. (Danilo Berbel)

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