Aconteceu há algum tempo em Brasília um evento ao qual compareceram governantes dos países lusófonos. O objetivo do encontro não era somente tratar de assunto relacionado com a língua comum. Recorrentemente, tratou-se, também, da política de integração desses países num contexto cultural e econômico. Assisti pela TV parte de uma entrevista do presidente do Timor Leste. Entendi poucas das suas palavras, e não foi por causa de minha deficiência auditiva, pois estava usando fone de ouvido. O caso é que meus ouvidos estranharam a pronúncia do ilustre entrevistado. A língua escrita poder ser mais uniforme onde quer que seja usada. A fala é outra coisa. Da pronúncia ao vocabulário há sempre diferenciação. Maria Elza esteve em Natal (RN) e achou a fala natalense muito diferente da bauruense. Oxente! Isso não é nada. Elza nasceu em Pereiras (SP), onde também se nota certa diferença. Com tanta diversidade (de sotaques) será que o termo “lusófono†(não tem registro no meu dicionário importado) é o mais apropriado para definir o uso em comum (fala/escrita) da moderna “flor do Lácioâ€? (Omar Barreto - RG 5.663.388-9)
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