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Todo cuidado é pouco na estrada

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 4 min

Além dos cuidados mecânicos com os automóveis, encarar a estrada exige uma série de preocupações extras para os motoristas a fim de garantir uma viagem tranqüila e segura. A Polícia Rodoviária de Bauru recomenda, primeiramente, respeitar a sinalização e evitar o excesso de velocidade.

“95% dos acidentes ocorrem por imprudência dos condutores, geralmente precedida de ingestão de bebidas alcoólicas, velocidade incompatível, ultrapassagem indevida e desobediência à sinalização”, alerta o capitão Augusto Francisco Cação, comandante da 1.ª Companhia. “Apenas 5% das ocorrências são por falhas mecânicas ou más condições das rodovias”, completa ele.

Também merece atenção especial a documentação do automóvel, especialmente aqueles de porte obrigatório, como o RG, Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV). “A falta de licenciamento cabe multa gravíssima de 180 Ufirs (cerca de R$ 191,00) e sete pontos no prontuário, além da possibilidade de apreensão do veículo”, adverte Cação.

O comandante destaca, ainda, que estar em boas condições para dirigir também é importante para garantir uma viagem tranqüila. O motorista deve evitar comidas pesadas, bebidas alcoólicas e períodos longos de viagem. “Ao menor sinal de cansaço, ele deve encostar o carro, se possível, até fora do acostamento. Isso para evitar ser surpreendido por um acidente ou colocar em risco sua segurança e a dos ocupantes”, aconselha o capitão.

Cação orienta, ainda, que os condutores devem escolher horários fora daqueles considerados de “pico” para as viagens, como às sextas-feiras à noite, das 18h às 21h. â€œÉ um período que, além do tráfego de caminhões ser intenso, a visibilidade é extremamente prejudicada”, lembra ele.

O comandante acrescenta que é importante não carregar no interior do veículo objetos cortantes ou pontiagudos, como facas, garrafas de vidro ou espetos de churrasco. Segundo Cação, eles são potencialmente perigosos. “Além de causar lesões, podem provocar ferimentos mais graves do que um possível acidente”, enfatiza o capitão.

Chuvas

Cação também aponta a necessidade dos motoristas redobrarem a atenção para as chuvas, características neste período do ano. Segundo o capitão, aquelas de fraca intensidade são tão perigosas como as fortes. “Elas esparramam o óleo aderido à pista, que, misturado à poeira, deixa a estrada extremamente escorregadia e perigosa”, afirma ele.

Já as precipitações mais grossas prejudicam muito a visibilidade e aumentam o risco de aquaplanagem - quando os pneus, devido à água, perdem momentaneamente o contato com o solo. “Neste caso, o risco do óleo é menor, pois este tipo de chuva acaba lavando o piso”, explica o comandante.

Cação ressalta que a mudança repentina do clima também exige atenção dos condutores, principalmente com a velocidade. “O motorista deve ter cuidado especial quando for surpreendido pela chuva, pois leva-se um tempo até a adaptação às novas condições do tempo e da estrada. E são justamente nesses períodos os momentos mais propícios a acidentes. Por isso, o ideal é reduzir a velocidade”, destaca o capitão.

Farol baixo

Outro procedimento muito útil na estrada, mas também amplamente marginalizado pelos condutores, é trafegar com o farol baixo. Segundo Cação, ao adotar esse hábito o motorista estará garantindo maior visibilidade ao veículo, principalmente se este for de cor escura. “O automóvel chama mais a atenção e é visto com mais facilidade, o que diminui a possibilidade de acidentes”, considera o comandante.

O capitão acrescenta que o uso do farol baixo é recomendado até em rodovias de pistas duplicadas, pois colabora para que os motoristas calculem com maior precisão a distância entre os veículos. “O quilômetro mais perigoso é aquele em que você se encontra. Em uma estrada, qualquer local é passível de ocorrer um imprevisto. Por isso, quem tiver essa consciência terá mais chances de viajar com segurança”, conclui Cação.

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Carga preciosa

Criança no carro é coisa séria e, por isso, todo cuidado por parte dos pais/motoristas é pouco. Até os 10 anos, é expressamente proibido por lei levá-las no banco da frente. Desobedecer a legislação dá multa e pontos negativos no prontuário. Além disso, a possibilidade de se ferir gravemente em caso de colisão ou brecada rápida é alta.

Por essa razão, o comandante da Polícia Rodoviária recomenda que crianças com menos de 10 anos devem viajar apenas no banco traseiro do automóvel.

Detalhe: sempre com cinto ou cadeirinha. “O condutor deve observar se o cinto não passa muito junto do pescoço da criança. Nesse caso, é recomendável fazê-la sentar em uma almofada e ajustá-lo na altura do tórax, que é a posição correta”, ensina Cação.

Já para transportar um bebê com segurança não basta colocá-lo numa cadeirinha: é preciso que ela esteja bem fixada, por meio de uma tira afivelada em local próprio e de acordo com o modelo do veículo. Isso evita que os assentos fiquem balançando de um lado para outro, o que pode causar desconforto e até ferimentos na criança.

Também é importante ter sempre o cinto de cadeirinha bem ajustado ao corpo do bebê, pois qualquer folga pode provocar o chamado efeito chicote: quando a criança tem a cabeça lançada para frente e para trás com violência, comum em batidas ou freadas bruscas.

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