Os 21 vereadores da Câmara Municipal se reúnem hoje, a partir das 9h, para eleger o presidente, vice e os dois secretários que vão ter a missão de comandar a Casa no biênio 2003/2004.
Tradicionalmente, a eleição para a Mesa Diretora do Poder Legislativo é decidida nos bastidores, minutos antes do plenário partir para a votação dos candidatos que disputam as quatro funções (presidente, vice, primeiro e segundo secretários).
Será eleito quem tiver a maioria dos votos. Os 21 vereadores votam no microfone, verbalmente. Eles serão chamados a declarar seu voto através de sorteio. O voto secreto, depositado em urna, foi banido em 1998.
No início da atual legislatura formou-se um grupo de vereadores - num total de 13 - que elegeu Walter Costa (PPS) presidente, Roberto Bueno (PTB) vice, e os secretários José Humberto Santana (PV) e Rodrigo Agostinho (PMDB).
Nos últimos meses, o bloco registrou dissidências, dentre as quais Santana e Agostinho, coincidentemente os secretários da Mesa Diretora.
Pode-se afirmar, porém, que o grupo ainda detém a maioria dos votos. Mas a disputa com a bancada da oposição não está vencida. As articulações e manobras se esgotam no último minuto. E, em muitos casos, no próprio plenário, no momento da votação.
Candidaturas
O chamado grupo dos 11 já definiu seu candidato. O escolhido é o vereador Roberto Purini (PV). Na prática, o bloco tem como certo dez votos. O 11º voto vai depender das articulações de hoje e é esperado por parte da vereadora Majô Jandreice (PC do B) ou de Faria Neto (PDT).
Faria corre por fora na disputa e tenta se manter independente para atrair dividendos dos dois blocos.
Outro candidato que surgiu nas últimas horas é Luiz Carlos Valle (PSB). Seu nome está sendo articulado por José Walter Lelo Rodrigues (PTB). Valle é o plano B do grupo dos 11, embora ele esteja compromissado, em tese, com a oposição.
Numa eventual desarticulação em torno de Purini, o parlamentar do PSB surge como candidato de consenso no bloco situacionista. A manobra, segundo se apurou, já teria sido acertada com Valle, que assinalou positivamente.
Ainda no grupo dos 11, disputam os cargos de vice-presidente, primeiro e segundo secretários os vereadores Pastor Luiz (PL), Lelo e Osvaldo Paquito (PPS). Faria Neto e Majô também podem ser guindados às funções nas conversações de bastidores.
A bancada da situação vai ter que aparar arestas para disputar a eleição com um nome de consenso. Além de José Carlos Batata (PT), também almejam o cargo de presidente da Câmara os vereadores José Humberto Santana (PV) e João Parreira (PSDB).
Os dois blocos - situação e oposição - estão equilibrados na votação, com ligeira vantagem para o grupo dos 11 (situacionista). Uma virtual vitória da oposição vai dependender do comportamento de Faria Neto e Majô Jandreice.
Embora o prefeito Nilson Costa (PPS) não se manifeste sobre a sucessão na Câmara, sabe-se que ele apóia, de maneira discreta, o nome de consenso do grupo dos 11.
“Eu acho que deve-se levar em conta a personalidade, o caráter, a figura do presidente, e não se ele é contra ou a favor dos projetos do Executivoâ€, comenta, sem prolongar o assunto.