O vereador Renato Purini (PV), presidente eleito da Câmara Municipal, vai fazer uma reforma administrativa na Casa. O compromisso foi assumido ontem, logo após a eleição da Mesa Diretora do Poder Legislativo.
“Vou trabalhar em grupo. As atitudes administrativas vão sair de reuniões com todos os vereadores. De forma alguma haverá centralização do poder. Essa não é minha característica. Gosto de conversar em grupo de uma forma democráticaâ€, diz.
Purini garante que a reforma administrativa é necessária e terá de ser feita. “Vou conversar, inclusive, com o vereador Santana (José Humberto Santana - PV) para chegarmos a um consenso sobre as suas propostasâ€, adianta.
Santana apresentou à Mesa Diretora do Legislativo um estudo de racionalização de gastos com a folha de pagamento. O parlamentar verde levantou que os dez cargos de confiança, cujo poder de nomeação é de exclusividade do presidente da Casa, custam mais de R$ 300 mil por ano.
Purini afirma que a Câmara vai passar por um reordenamento administrativo para acabar com as falhas que resultaram em denúncias de irregularidades na Casa.
Ele também garante que sua gestão vai manter independência do Poder Legislativo e promete trabalhar em harmonia com o prefeito Nilson Costa (PPS) nos assuntos de interesse do município.
A eleição do parlamentar verde para a presidência da Câmara quebrou um tabu: o de que o cargo, tradicionalmente, só pode ser ocupado por um vereador que esteja cumprindo, no mínimo, seu segundo mandato legislativo.
Cargo de expectativa
A vereadora Majô Jandreice (PC do B), eleita vice-presidente da Câmara, reconhece que o cargo que vai ocupar é de expectativa.
“Só posso assumir na ausência do titular, mas há uma proposta de trabalho em conjunto com os demais membros da Mesa Diretoraâ€, explica.
A parlamentar comunista apóia a iniciativa de Purini, que pretende implementar uma reforma administrativa no Poder Legislativo.
“Esse é o anseio de todos os vereadores da Casa e da comunidade. É uma necessidade que se mostra. Essa discussão começará a acontecer já. Ainda não sabemos quais cargos serão extintosâ€, avalia.