• Indústria
Após retroceder por cinco meses seguidos, a produção industrial no Estado de São Paulo voltou a crescer em outubro, segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com igual período do ano passado, a indústria paulista teve uma representativa expansão de 5%. Apesar de mostrar um princípio de recuperação, o resultado do Estado permanece inferior ao crescimento médio nacional do mês, fechando em 8,9%.
• Acumulado
No acumulado do ano, a indústria paulista registra queda de 2,1% nos últimos 12 meses e de 2,1% de janeiro a outubro. Os dados do IBGE mostram que o resultado de outubro foi o melhor dos últimos 17 meses, superado pelo mês de maio do ano passado, quando a indústria havia crescido 6,9%. Na divisão por segmentos, a classificação por desempenho foi a seguinte: material de transporte (21,4%), metalurgia (15,5%), produtos alimentares (13,2%), mecânica (9,4%) e química (2%).
• Ibope
Uma pesquisa divulgada ontem pelo Ibope, Instituto Paulo Montenegro e a organização não-governamental (ONG) Ação Educativa, mostra que, enquanto 9% dos brasileiros são totalmente analfabetos na escrita, apenas 3% são analfabetos matemáticos. “Para os brasileiros, ler números é mais fácil do que ler palavrasâ€, explicou Maria da Conceição Fonseca, consultora do 2º Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional (Inaf).
• Números
De acordo com a coordenação da pesquisa, esse dado deve-se à necessidade prática de entender os números no dia-a-dia, como preços, telefones e calendários. Segundo a consultora do Inaf, as pessoas estão mais expostas aos números do que às palavras. Há também o fato de os números serem um código mais simples. O estudo foi realizado com testes baseados em problemas do cotidiano das pessoas.
• Analfabetos
Segundo a pesquisa, 32% dos brasileiros são analfabetos matemáticos do nível 1, ou seja, tratam-se de pessoas capazes de ler números de uso freqüente, como preços, horários, números de telefones, de relógio, fita métrica e calendário. No nível 2 está 44% da população, que domina a leitura dos números naturais e tem a capacidade de resolver situações que envolvem adição e subtração, com valores em dinheiro.
• Nível
No nível 3 encontram-se 21% dos brasileiros. Nesse patamar, as pessoas resolvem problemas que exigem planejamento com mais de uma etapa e mostram capacidade de ler representações matemáticas, como gráficos, e delas retirar informações. De acordo com os coordenadores do estudo, o principal fator de diferenciação é o nível de escolaridade da população.
• Escolaridade
As pessoas com mais de 8 anos de escolaridade apresentaram um desempenho melhor nos testes aplicados. Mas apesar desse dado, os pesquisadores alertaram sobre a qualidade do ensino básico nas escolas do País. Segundo Carlos Augusto Montenegro, do Ibope, é muito supérflua a preparação para o dia-a-dia nas escolas. Os alunos aprendem coisas “que nunca usarão na vidaâ€.
• Homens
Os homens obtiveram média de acerto ligeiramente maior nos testes de matemática do que as mulheres, em todos os níveis de escolaridade. Para os coordenadores do estudo, esses números devem-se ao fato de que os homens se expõem mais a questões relacionadas aos números, como fazer serviços de banco e ler mais a parte de economia dos jornais.