Economia & Negócios

Demissões no HSBC geram protesto

Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 1 min

Integrantes do Sindicato dos Bancários de Bauru realizaram na manhã de ontem um protesto em frente à agência do banco HSBC, na rua 1.º de Agosto, com faixas e panfletagem. O motivo da manifestação foi a demissão de três funcionários do banco na cidade nos últimos dois meses - dois deles nesta semana.

No panfleto, o sindicato dizia que o HSBC, que adquiriu o banco Bamerindus em 1997, já demitiu em torno de 5 mil bancários. No lugar, estariam sendo utilizados cerca de 2 mil estagiários, como parte de uma “política de rodízio”.

“Com os bancários que começam a ficar antigos nos bancos e começam a ter uma expectativa de melhora de salário, eles cortam esse pessoal e começam a recontratar na base da pirâmide”, diz o diretor do sindicato Marcos Lenharo. E completa: “Essas pessoas que estão estagiando no banco estão desempenhando tarefas exclusivas de bancários.”

De acordo com o sindicalista, um dos bancários demitidos nesta semana teria recebido, no mês passado, um “prêmio” pelo bom desempenho. Em resposta ao JC por meio de sua assessoria de imprensa, o HSBC declara que as demissões em Bauru “estão dentro do processo normal de administração de recursos humanos e das operações dos bancos”.

Para Lenharo, as demissões acabam causando prejuízo no atendimento ao público. “O banco HSBC tem uma baixa qualidade de atendimento, onde são registradas as grandes filas, que são a marca registrada desse banco”, sustenta.

Quanto a outras denúncias do sindicato, como a contratação irregular de estagiários para funções exclusivas de bancários e o não-pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 2002, o HSBC afirma que são “levianas, sem procedência e evasivas”.

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