Integrantes do Sindicato dos Bancários de Bauru realizaram na manhã de ontem um protesto em frente à agência do banco HSBC, na rua 1.º de Agosto, com faixas e panfletagem. O motivo da manifestação foi a demissão de três funcionários do banco na cidade nos últimos dois meses - dois deles nesta semana.
No panfleto, o sindicato dizia que o HSBC, que adquiriu o banco Bamerindus em 1997, já demitiu em torno de 5 mil bancários. No lugar, estariam sendo utilizados cerca de 2 mil estagiários, como parte de uma “política de rodízioâ€.
“Com os bancários que começam a ficar antigos nos bancos e começam a ter uma expectativa de melhora de salário, eles cortam esse pessoal e começam a recontratar na base da pirâmideâ€, diz o diretor do sindicato Marcos Lenharo. E completa: “Essas pessoas que estão estagiando no banco estão desempenhando tarefas exclusivas de bancários.â€
De acordo com o sindicalista, um dos bancários demitidos nesta semana teria recebido, no mês passado, um “prêmio†pelo bom desempenho. Em resposta ao JC por meio de sua assessoria de imprensa, o HSBC declara que as demissões em Bauru “estão dentro do processo normal de administração de recursos humanos e das operações dos bancosâ€.
Para Lenharo, as demissões acabam causando prejuízo no atendimento ao público. “O banco HSBC tem uma baixa qualidade de atendimento, onde são registradas as grandes filas, que são a marca registrada desse bancoâ€, sustenta.
Quanto a outras denúncias do sindicato, como a contratação irregular de estagiários para funções exclusivas de bancários e o não-pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 2002, o HSBC afirma que são “levianas, sem procedência e evasivasâ€.