• Desenvolvimento
O grupo Pão de Açúcar deu mais um passo na ampliação dos projetos voltados para o desenvolvimento sustentável combinado com medidas de responsabilidade social. A empresa anunciou o programa Caras do Brasil, que tem o objetivo de trazer produtos diferenciados com valor social agregado para dentro das lojas da rede. Entre os artigos que estarão disponíveis nas lojas estão cestarias produzidas por comunidades indígenas do norte do Amazonas, artesanato mineiro e outros produtos que valorizam a arte regional brasileira.
• Objetivos
A vice-presidente do grupo Pão de Açúcar, Ana Maria Diniz, disse que o programa atende a dois objetivos de uma única vez. Segundo ela, com esse programa o grupo matém a filosofia de oferecer produtos diferenciados para os clientes e, ao mesmo tempo, permite que essas comunidades locais possam se desenvolver e ter visibilidade por meio da exposição de seus produtos nas lojas da rede supermercadista.
• Exportação
Ana Maria afirmou que, além do mercado interno, o grupo Pão de Açúcar também tentará viabilizar a exportação desses artigos regionais por meio do projeto ExportaPão. De acordo com ela, os produtos oferecem um diferencial que o público europeu valoriza muito, mas ela entende que esse diferencial também tem alcance dentro do mercado nacional. O credenciamento dos interessados em participar do programa começa em 13 de janeiro de 2003.
• Regionais
Até março de 2003, o grupo definirá quais serão os primeiros parceiros do projeto. A negociação dos tipos de produtos será feita até fevereiro do próximo ano e a definição das lojas-piloto que contarão com os artigos regionais será feita na primeira quinzena de março. De acordo com Ana Maria Diniz, os produtos serão colocados nas lojas de acordo com o perfil do artigo e do público consumidor.
• Bonança
Com mais informações em mãos e faltando apenas duas semanas para o final do ano, o mercado dá sinais de que a tempestade da desconfiança passou. O dólar ruma de volta para o patamar dos R$ 3,50, enquanto o risco-país brasileiro deve chegar ao fim do ano em 1.300, segundo prevêem analistas.
• Mudança
Se os patamares previstos agora pareciam inimagináveis no início do ano - quando o dólar valia R$ 2,30 e o risco Brasil, 800 pontos - eles representam uma vitória do otimismo se comparados ao auge da crise de insegurança política do mercado, quando o câmbio subiu a R$ 4,00, e o risco, a 2.400 pontos. O principal motivo dessa mudança é a aparente solução de dois problemas que continuavam incomodando os investidores mesmo após a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva.
• Motivos
Os motivos são a falta de linhas externas e a incerteza de que, uma vez no poder, o PT manteria seu discurso alinhado ao mercado. Na última semana, o mercado recebeu o que há de mais próximo de uma resposta para essas questões, e anteontem, o efeito ficou evidente com o câmbio e o risco-país despencando, respectivamente, 3,8% e 4,8%.
• Recursos
O outro lado da história é a captação de recursos por parte de bancos. O Bradesco começou a colocar no mercado, segundo operadores, parte dos US$ 175 milhões que captou na semana passada por meio da emissão de eurobônus. O Itaú teria angariado quantia semelhante, segundo cálculos do mercado, o que mostrou aos investidores dentro e fora do País que a reabertura das linhas para o Brasil está menos difícil do que se imaginava.