Esportes

Fisioculturista ministra reciclagem na Marathon e fala sobre a modalidade

David Cintra
| Tempo de leitura: 2 min

O fisioculturista Ronnie Batista esteve em Bauru para ministrar curso de reciclagem a professores da Academia Marathon. O atleta é uma autoridade no assunto, já que tem inúmeros títulos em seu currículo e atualmente se prepara para disputar um dos mais importantes campeonatos da modalidade, o Mister Los Angeles, nos EUA.

Entre os muitos títulos obtidos por Ronnie destacamse o bicampeonato paulista e brasileiro em 1997 e 2001; o bicampeonato sul-americano, em 1997 e 2000; o campeonato ibero-americano de 1997 e o Mercosul, em 2000.

Em Bauru, a convite da GT Nutrition, Ronnie Batista passou um pouco de sua experiência para os professores da Marathon e conversou com a reportagem do Jornal da Cidade, quando abordou diversos temas.

JC - Quais são suas chances no Mister Los Angeles, um torneio que reúne grandes feras da modalidade? Ronnie Batista - Segundo os especialistas eu tenho muito potencial. A expectativa é que eu tenha grandes resultados.

JC - Você treina diariamente? Quantas horas? RB - Treino 24 horas por dia. Especificamente, musculação faço de 30 a 50 minutos diários e mais uma hora de exercícios cadiovasculares, andamento e aula de ballet.

JC - Por que ballet? RB - É para mlehorar o desempenho durante as apresentações, porque você precisa fazer uma coreografia. Existem sete poses obrigatórias, pelas quais você é julgado e analisado o seu físico. Existe o show para o público também, onde você mostra seu trabalho, toda sua preparação e o ballet ajuda muito nesse aspecto.

JC - O fisioculturismo tem uma imagem associada a anabolizantes. Como você lida com isso? RB - Como em todos os esportes, existe doping no fisioculturismo. No ciclismo o índice de doping é elevadíssimo. Eu sou totalmente contra. Eu pertenço a uma associação, a IFBB (dos EUA), que tem feito um bom trabalho de combate ao doping. Eu sou submetido a exames periódicos, sem datas previstas. Às vezes, por falta de informação, as pessoas tentam conseguir uma coisa que só é possível a longo prazo por caminhos mais curtos, não sabendo o que isso pode causar.

JC - O fisiculturista é narcisista? RB - É aí que entra o trabalho psicológico. Todo grande atleta tem que fazer terapia, para ter consciência do trabalho, saber ser profissional. É preciso saber dividir, viver 24 horas o esporte mas não se auto idolatrar. Além do físico tem o espírito, sem o qual não somos nada.

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