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Mestre chinês morre enforcado em um acidente em Araraquara

Por Cláudio Dias | Tribuna Impressa
| Tempo de leitura: 2 min

Araraquara - O mestre de um dos maiores templos de filosofia Tao chinesa no Brasil, localizado em Araraquara, Su Chuí Chu, 63 anos, morreu enforcado, às 9h45 de anteontem, depois de ter um pano preso num pulverizador que utilizava para cuidar da plantação no templo.

A Polícia Científica deve dar um laudo oficial sobre a morte, em aproximadamente, 30 dias. De acordo com dados da Polícia Militar (PM), Su trabalhava no imponente templo Tao, situado na rua Rodrigo Arane Murad, no Parque Tropical, quando acredita-se que tenha se abaixado e um pano vermelho que usava no pescoço tenha ficado preso na correia do motor do pulverizador, o que forçou o mestre para baixo.

Havia marcas da tentativa desesperada de Su livrar-se do pano, mas foi inútil. O cunhado Chiang Chin Hsin, 50 anos, assim como uma outra mestre Tao, nome não identificado, estavam inconformados com o acidente. A Unidade de Resgate (UR) do Corpo de Bombeiros (CB) foi acionada, mas quando chegaram o mestre já havia morrido.

De acordo com informações apuradas pela reportagem, junto a pessoas ligadas à família, o corpo só foi liberado do Instituto Médico Legal (IML), no final da tarde de quinta-feira.

O mestre Su vivia há dez anos no Brasil e, atualmente, era o maior mestre da filosofia Tao em Araraquara e um dos maiores do País. Essa cultura chinesa não prega nada, nem tem preconceito com outras religiões ou etnias, na verdade, tenta unir o que há de melhor em todas as religiões.

Ele também cultivava sua própria subsistência no terreno à frente do templo, até porque não comia carne de nenhum tipo. As frutas e legumes cultivados eram somente as de origem asiática e incomuns no Brasil. O Mestre Su era o único a morar no templo e responsável por acender, todos os dias de manhã e à noite, as imagens e os incensários.

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