Tal informação, veiculada pela Agência Estado, dispensa comentários, tamanha a agressão ao bolso do motorista brasileiro. O preço da gasolina poderá subir cerca de 18% com o aumento do teto da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) de R$ 0,50 para R$ 0,86 por litro do combustível (incluindo PIS/Cofins).
A mudança, aprovada no último dia 12 pelo Congresso, ainda deverá passar pelo Senado antes de ser sancionada pelo presidente da República. Mas, se confirmada a alteração, o preço médio da gasolina no País poderá aumentar de R$ 1,97 para até R$ 2,33. Em São Paulo, o litro do combustível, que hoje custa em média R$ 1,92, poderia chegar a R$ 2,28 - ou 18,75% de aumento.
Desta forma, o consumidor paulistano que hoje gasta R$ 86,40 para encher o tanque de seu carro (45 litros) passará a desembolsar R$ 102,60. O presidente do Sindicato dos Postos do Estado de São Paulo (Sincopetro), José Alberto Paiva Gouveia, diz que não existe possibilidade de deixar de repassar integralmente o aumento para o consumidor.
Mas ele acredita que a cobrança pode ser flexível. Segundo o presidente, o valor da Cide fixado pela legislação serve como um teto e, teoricamente, o governo não precisaria aplicar todo o aumento de uma única vez. “A contribuição poderia subir apenas nas ocasiões em que a Petrobras reduzisse o preço dos combustíveis. Isso ajudaria a manter o equilíbrio de preço ao consumidor.â€
Além da gasolina, o teto de cobrança da Cide também deverá subir para os outros combustíveis. No caso do diesel, o imposto passaria de R$ 0,15 para R$ 0,39; e no álcool, de R$ 0,28 para R$ 0,37.