O lançamento da pílula anticoncepcional, há pouco mais de 40 anos, revolucionou os conceitos de reprodução e sexualidade em todo o mundo. As mulheres ganharam autonomia sobre seus corpos, numa época em que também lutavam pela igualdade aos homens no mercado de trabalho.
Percebendo um importante nicho de negócios, as empresas farmacêuticas investiram muito no aprimoramento destes métodos de lá para cá. Hoje, a contracepção tem menos efeitos colaterais, é mais fácil e oferece praticamente 100% de segurança.
O século 21 promete ser cheio de novidades neste sentido. Chegou ao Brasil, há cerca de oito meses, o anticoncepcional injetável que dura três anos. As opções injetáveis até então eram para um ou três meses.
Ainda no primeiro semestre de 2003, deve ser lançado no País o anticoncepcional adesivo, com duração de uma semana. O produto está em fase de testes para aprovação pela Agência Nacional de Saúde (Anvisa).
Mas o que deve revolucionar o conceito de contracepção é o anel vaginal de silicone. Trata-se de uma argola maleável que a própria mulher introduz na vagina. O dispositivo é colocado uma vez por mês e deverá ser vendido por um preço bem próximo ao de uma cartela das pílulas convencionais.
Além de não causar nenhum incômodo à mulher ou ao parceiro, ele poupa o aparelho digestivo do contato com os hormônios.
Para quem quer tranqüilidade por mais tempo, também existe uma nova opção de dispositivo intra-uterino (DIU) que dura entre cinco e sete anos. Ao invés do revestimento de cobre, ele é coberto por hormônios, que são liberados gradualmente no útero. Ele não só impede a fecundação como suspende a menstruação durante todo este tempo.
Todos estes métodos estão aprovados para comercialização no Exterior, alguns já são encontrados no Brasil e outros estão para chegar. As pesquisas confirmam e garantem a eficácia na contracepção, mas estudos sobre os efeitos a longo prazo ainda deverão ser feitos por vários anos.
Para quem não quer arriscar, existem os métodos clássicos de contracepção: pílulas, preservativos, diafragma, DIU de cobre ou mesmo as cirurgias de vasectomia e laqueadura. O JC Saúde mostra as novidades e aponta vantagens e desvantagens das principais alternativas de contracepção.