Saúde

Anel deve revolucionar contracepção

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

Dentre os lançamentos de métodos anticoncepcionais esperados no Brasil, o anel vaginal deve ser um dos mais procurados a partir do ano que vem. A afirmação é da ginecologista Carla Lambertini Bonjorno, que aposta no dispositivo como uma revolução no conceito de contracepção.

“Trata-se de um anel de silicone maleável, recoberto por um hormônio que vai ser liberado aos poucos dentro da vagina, com duração de um mês. A própria mulher coloca e retira”, explica.

Segundo a médica, o que mais causa dúvidas é o tamanho da argola e a sensação que o dispositivo pode causar. â€œÉ como lente de contato. Quem não usa lentes tem a impressão de que é ruim e que dói, mas quem usa não sente absolutamente nada. Com o anel é a mesma coisa”, compara.

Questionada sobre o incômodo para o homem durante a relação sexual, Bonjorno afirma que o anel é flexível e que o parceiro passa por ele sem sentir coisa alguma. Já a mulher, quando sente algum incômodo, é porque não introduziu o dispositivo corretamente e deve reposicioná-lo conforme instrução prévia do médico.

O anel permanece na vagina durante três semanas, período em que os hormônios são gradativamente absorvidos pela mucosa uterina. Ao final da terceira semana, a mulher retira a argola para que a menstruação ocorra. Ela aguarda uma semana e coloca um novo anel. Os testes em brasileiras estão em andamento, mas os resultados ainda não foram apresentados pelo laboratório.

De acordo com a ginecologista, o anel vai ser lançado no Brasil por volta de março de 2003 ao preço médio de R$ 35,00 o tratamento mensal.

Pílulas

A pílula anticoncepcional é um dos métodos contraceptivos mais usados no Brasil. Lançada há mais de 40 anos, ela passou por diversas modificações e evoluções. Hoje, as pacientes contam com várias opções do produto, que impede a gestação ao inibir a ovulação da mulher.

A pílula tradicional é vendida numa cartela com 21 comprimidos. A mulher toma um por dia, em dias consecutivos. Quando termina o blister, ela faz uma pausa de sete dias para menstruar e inicia nova cartela. Nesta “versão”, existem inúmeras marcas, com as mais variadas dosagens hormonais.

Outra opção é a pílula vaginal que, ao invés de ser ingerida, é introduzida pela vagina fazendo uma ação unicamente tópica. E tem a pílula ininterrupta. A mulher toma um comprimido por dia, todos os dias, o mês inteiro, sem fazer a pausa da menstruação.

A médica lembra que as pílulas anticoncepcionais mais modernas, com baixas dosagens hormonais, custam cerca de R$ 30,00.

“Só que você tem que tomar todos os dias e se vomitar ou tiver uma diarréia pode diminuir a absorção do hormônio e alterar a eficácia do produto. Com o anel, o que quer que aconteça, a porção diária do hormônio está sendo liberada, sem efeitos colaterais. E você só se preocupa com ele uma vez por mês. Por isso, acho que o anel vai revolucionar a contracepção”, defende.

Comentários

Comentários