O Parque Vitória Régia recebe hoje, das 9h às 18h, a última edição do ano da Ubá – Feira de Arte e Artesanato, realizada pela Secretaria Municipal de Cultura. Neste mês, peças do artesanato indígena, representadas por guaranis das aldeias Tereguá, Nimuendaju e Ekeroá, localizadas na reserva indígena de Araribá, em Avaí, serão a novidade.
A Ubá contará ainda com a participação da companhia de teatro Sylvia Que Te Ama Tanto. O grupo irá apresentar a peça infantil “Terra Frágilâ€, que fala sobre a importância da educação ambiental. A direção é de Márcio Pimentel, que também comanda a concepção e criação da peça ao lado de Mariza Basso. A feira é aberta à população.
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Cultura, aproximadamente 100 artesãos bauruenses expõem seus trabalhos na feira mensalmente.
Cultura Guarani
A espiritualidade está presente em tudo o que o Guarani faz e constrói. O conhecimento ancestral é resgatado principalmente por meio das lendas, crenças, músicas e expressões. Os Guaranis mantém – na vida cotidiana – objetos, cantos, danças e expressões, que somente na sua religião encontram explicações.
Nos moldes tradicionais, a aldeia não possui formato específico. Os Guaranis se estabelecem em clareiras no interior da mata, em grupos de duas ou três residências, nas quais habitam membros de uma mesma família.
Os diademas ou cocares (acanguá), maracás (mbaraká), colares (jiaçaá) e as taquaras de dança (tacuapú) constituem os apetrechos tradicionais para o canto da pajelança. A base do cocar é uma faixa de algodão com comprimento suficiente para dar a volta na cabeça, onde são fixadas penas.
O maracá é tradicionalmente um objeto de ritual utilizado apenas nas danças do pajé. É confeccionado com uma cabaça de capacidade variável, cheia de sementes pretas (ymau).Os colares são feitos de frutos pretos de ymau, plantado geralmente ao lado dos ranchos. Já a taquara de dança é um instrumento exclusivo das mulheres, usado para acompanhar o canto da pajelança. É confeccionado com pedaços de bambu.
As aldeias
A reserva indígena Araribá, localizada em Avaí, é habitada pelas etnias indígenas Guarani e Terena. Mas os primeiros habitantes foram os Guaranis do subgrupo Nandeva, que significa “o que somos nós, os que são dos nossosâ€, mais especificamente do Nandeva Apapokuva, que quer dizer “homens dos arcos compridosâ€.
Foi fundada em 1913, por Curt Unkel, indigenista alemão batizado com o nome de Curt Nimuendaju pelos índios Guarani desta mesma aldeia que, em 1998, passou a chamar-se Aldeia Nimuendaju em sua homenagem. Possui também a peculiaridade de ter sido a primeira reserva demarcada oficialmente no Brasil pelo Marechal Rondon, no início do século 20.
A reserva indígena Araribá é cortada pelo Rio Batalha e pelo córrego Araribá, cuja nascente está localizada no próprio território. Os Guaranis ocupam cerca de 1.000 hectares da região.
• Serviço
Ubá – Feira de Arte e Artesanato de Bauru, hoje, das 9h às 18h, no Parque Vitória Régia, com exposição de artesanato indígena e apresentação do espetáculo “Terra Frágilâ€, com a companhia de teatro Sylvia Que Te Ama Tanto.
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Teatro infantil
A Companhia de Teatro Sylvia Que Te Ama Tanto encerra hoje na Ubá o circuito de nove apresentações pelos bairros bauruenses do espetáculo “Terra Frágilâ€.
“Terra Frágil†é uma peça infantil de animação concebida por meio de marionete de fios. O enredo faz uma retrospectiva da história do planeta Terra, levando ao público a trajetória do Homo Sapiens dos primórdios até a possível extinção.
Especialmente ecológico, o espetáculo não possui um final feliz, como a maioria das peças infantis. Isso não significa que o pequeno espectador não irá se divertir. A preocupação maior do elenco com as crianças é de que elas reflitam sobre a importância da educação ambiental, sem enganos e máscaras.
A trilha sonora é de Mariza Basso que ainda manipula os bonecos em parceria de Júlio Hernandes. Márcio Orestes e Luiz Basso são os responsáveis pela cenotécnica e Márcia Oliveira pelo figurino dos bonecos.