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Família comemora 40 anos de árvore de Natal

Gustavo Cândido
| Tempo de leitura: 2 min

Dia 22 de dezembro de 1962. O 3º sargento do Exército Adaury de Arruda acabava de se mudar para Bauru, vindo de Santo André, com a esposa - grávida - e seu três filhos e precisava, a três dias do Natal, comprar uma árvore para decorar a sala da nova residência.

Foi até a Tilibra e comprou por 650,00 Cruzeiros uma árvore de madeira e plástico de dois metros de altura. Foi atendido por Sérvio Túlio Coube e pagou o preço de custo do produto “porque era a última peça”, explica.

Ontem, toda a família do ex-sargento se reuniu e comemorou os 40 anos da árvore, que se tornou uma tradição familiar. “Montamos a mesma árvore todos esses anos. Gosto de montar no dia 25 de novembro e só desmontar no dia 6 de janeiro”, diz Adaury.

O tempo levou grande parte da decoração original da velha árvore, substituída por bolinhas modernas, que não quebram, mas fora isso ela continua a mesma. “Já enfrentou cupins, já coloquei cola, mas ela está lá”, diz Adaury, que de vez em quando pinta algumas partes da árvore quando ela desbota.

“Acho que ela é uma árvore rústica se comparada com as de hoje, mas mesmo assim é muito especial para a nossa família e para mim agora virou um desafio. Quero saber quem vai primeiro, ela ou eu”, brinca Adaury, hoje com 75 anos.

Gerações

Aos 40 anos, a árvore dos Arruda é uma imagem fundamental para o Natal de duas gerações de crianças da família, os filhos do ex-sargento (o caçula, Jorge, nasceu quase 40 dias depois da compra da peça) e também seus netos.

Para a funcionária pública Amaly da Costa Arruda, que tinha sete anos quando se mudou para Bauru com os pais, a árvore, quando “se incorporou à família”, representou um recomeço. “Ela significou o começo de uma nova vida em Bauru e acompanhou todas as fases das nossas vidas nos anos seguintes”, conta. Amaly explica que montar a árvore todo ano é um ritual “enquanto ela não fica linda a gente não pára de mexer nela”, diz.

Para a estudante Alessandra Cariani de Oliveira Arruda, neta de Adaury, de 12 anos, que cresceu vendo sempre a mesma árvore na casa dos avós, um Natal sem ela não seria o mesmo. “Acho legal ser sempre a mesma árvore... ela é bonita e alegre”, diz.

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