Economia & Negócios

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Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Natal fraternal

Está se aproximando o encerramento da campanha Natal Fraternal, promovida pelo Confiança Supermercados há oito anos. O “ato final” do projeto programado para este ano será nesta sexta-feira, com um show do cantor Daniel no Recinto Mello Moraes. Os ingressos estão à venda por R$ 10,00 nas três lojas do Confiança (Max, Mary Dota e Vila Falcão). Somente na bilheteria do show, o preço será de R$ 15,00.

• Assistência

Todas as 69 entidades assistenciais de Bauru cadastradas na Secretaria do Bem Estar Social (Sebes) estão participando da campanha. O grupo Confiança espera arrecadar cerca de R$ 300 mil nesta edição do Natal Fraternal, montante bem superior ao do ano passado, quando foram somados R$ 47 mil. Pelo modelo adotado para a campanha neste ano, cada um dos 40 mil convites para o show, comercializados a R$ 10,00, resultará em R$ 7,00 diretamente para a entidade e R$ 3,00 para o custeio do show.

• Confiança

O empresário e proprietário do Confiança, Jad Zogheib, diz que R$ 100 mil do total de R$ 400 mil arrecadados com a venda dos ingressos serão utilizados para pagar parte do show. Isso significa que em torno de R$ 300 mil serão destinados às entidades. Outros R$ 70 mil necessários para o custeio do show de Daniel serão bancados pela rede Confiança. A renda revertida a cada entidade será proporcional ao desempenho das mesmas na finalidade de comercializar os ingressos.

• Renda

Além disso, as entidades assistenciais poderão explorar dez barracas de alimentação e dez de bebidas no local do show, o Recinto Mello Moraes. As 1.600 vagas do estacionamento, a R$ 5,00 cada, terão arrecadação revertida à Associação das Entidades de Assistência e Promoção Social de Bauru. Este é um momento delicado para as entidades assistenciais, que estão sofrendo com a falta de recursos.

• Consumo

Os brasileiros compraram mais neste Natal, mas também estão se endividando mais. A constatação vem de um levantamento realizado pela Serasa. Segundo os dados divulgados pela empresa de análise de crédito, em todo o País as vendas a prazo saltaram 55,9% no final de semana que antecedeu o Natal, na comparação com o mesmo período do ano passado. Já os resultados das vendas em números totais cresceram 3%.

• Serasa

De acordo com a Serasa, o salto ocorreu porque o Natal de 2001 é uma base de comparação fraca, que torna representativa qualquer variação registrada pelo comércio nesta data. O aumento também refletiria a maior confiança do consumidor em assumir novos compromissos, a liberação de recursos provenientes do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e o pagamento do 13º salário aos trabalhadores.

• Patrimônio

Apesar da indústria estar mais endividada do que o varejo, conforme observações feitas ontem neste espaço, sua rentabilidade está maior. Os dados foram levantados pela Serasa (Centralização de Serviços Bancários) na semana passada. O endividamento em relação ao patrimônio estava em 79% no setor industrial, em setembro deste ano. No comércio, a taxa estava em 50% no período.

• Dívidas

A partir de 1997, e durante quatro anos, o endividamento da indústria com os bancos começou a crescer e estabilizou-se na faixa dos 50%. Só repicou em 2002, ao atingir 79%. Portanto, economistas concordam que dívida alta não é sinônimo de problema à vista. O que precisa ser verificado é se o total de débitos é elevado em relação ao lucro e à geração de receita.

• Longo prazo

Ocorre que os técnicos da Serasa constataram que os débitos - tanto no comércio quanto na indústria brasileira - têm sido arrastados ano após ano. Sem recursos em caixa, opta-se pelo alongamento de débitos de curto para longo prazo e o pagamento, basicamente, dos juros das dívidas. Isso ocorreu, principalmente, após a desvalorização do real em 1999 e 2002, porque as empresas captaram recursos no Exterior em dólar e a desvalorização acabou encarecendo o empréstimo.

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