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Daré prevê ano de muito trabalho

Da Redação
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Às vésperas de sua quarta temporada na Indy Racing League, o bauruense Aírton Daré não vê favoritos na disputa do título de 2.003.

A presença da Toyota e a Honda, se contrapondo à hegemonia dos motores Chevrolet; o fortalecimento da equipe Chip Ganassi e a chegada da Andretti-Green e da Rahal compõem um quadro em que, segundo o piloto de Bauru, a Penske e a Panther, dominadoras do último campeonato, terão de se empenhar a fundo no desenvolvimento dos carros e, principalmente, dos motores.

Daré afirma que as equipes terão de adotar métodos antes desnecessários, como a adaptação dos motores de pista para pista. “Mesmo acarretando uma escalada de custos, isso vai ser inevitável porque não há outros setores em que se pode conseguir alguma vantagem”, afirma.

“Os únicos pontos em que se pode fazer alterações aerodinâmicas são a asa dianteira e a região em frente às rodas traseiras. A única solução vai ser trabalhar na evolução dos motores. Isso significa refazer o programa de gerenciamento dos motores em todas as pistas para ter a melhor resposta de torque e potência em cada uma delas e, ao mesmo tempo, economizar combustível”.

Segundo o piloto de Bauru, a parte principal deste trabalho será o consumo de combustível, que vai exigir mais eficiência da parte eletrônica. “Como o limite de rotações caiu de 10.700 para 10.300 RPM, a potência deve continuar a mesma.

Por causa disso, a disputa entre os motores vai ser definida pelo consumo, quem conseguir dar mais voltas com um só tanque sem perder velocidade vai para menos e tem mais chances de vencer. Mas isso vai custar muito caro”, adverte Daré.

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