Economia & Negócios

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Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Show

Está tudo pronto para o show solidário que o cantor Daniel fará hoje, a partir das 21h30, no Recinto Mello Moraes, em Bauru. O evento encerrará a campanha Natal Fraternal promovida pelos supermercados Confiança, grupo capitaneado pelo empresário Jad Zogheib. Hoje, os ingressos serão vendidos na bilheteria do show a R$ 15,00. Até ontem, o valor era de R$ 10,00 por convite.

• Renda

Conforme matérias que vêm sendo publicadas no Jornal da Cidade sobre a campanha, a renda obtida com a venda dos ingressos para o show de Daniel será revertida a 69 entidades assistenciais de Bauru, que se cadastraram para participar do projeto Natal Fraternal. A estimativa da direção do grupo Confiança é de que o montante arrecadado chegue a R$ 300 mil. O valor direcionado a cada entidade participante será definido de acordo com o desempenho de cada uma delas na venda dos ingressos.

• Vagas

Informações atualizadas obtidas ontem pela colunista dão conta de que a Associação das Entidades Assistenciais de Bauru abriu mão de ficar com o dinheiro arrecadado a partir da administração das vagas de estacionamento no Recinto Mello Moraes, a R$ 10,00 cada uma - e não a R$ 5,00, como chegou a ser equivocadamente divulgado. Essa renda será revertida ao Esquadrão da Vida e à Casa Família de Nazaré, que cuida de adolescentes femininas abandonadas pela família ou com problemas de drogadição.

• Ônibus

As vagas do estacionamento estarão sendo administradas por essas duas entidades hoje à noite, no recinto. Às 18h, um ônibus especial sairá da quadra 6 da avenida Rodrigues Alves com destino ao Recinto Mello Moraes. A condução poderá ser utilizada por pessoas que irão assistir ao show do cantor Daniel. A informação foi fornecida pela agência que está coordenando os bastidores da campanha Natal Fraternal.

• Longa vida

O encolhimento da Parmalat, com fechamento ou venda de unidades, é parte de um processo de profundas mudanças que ocorreram no setor de leite longa vida nos últimos anos. Um dos resultados é que a concorrência vem reduzindo os lucros nesse segmento. Em 1990, eram produzidos apenas 187 milhões de litros do produto no País. Neste ano, a Associação Brasileira de Leite Longa Vida (ABLLV) estima que serão produzidos quatro bilhões de litros.

• Marcas

Atualmente, existem cem fabricantes espalhados pelo Brasil e 130 marcas no mercado. Como o leite tem uma margem de ganho pequena e o frete é muito caro, a lógica é a regionalização da produção. Foi por isso que na década de 90 a Parmalat espalhou bases pelo país afora. Mas nos últimos anos, a tecnologia de envasamento e conservação do produto se difundiu e pequenos laticínios entraram no negócio, concorrendo com preços inferiores aos das grandes marcas.

• Concorrência

Sem os custos fixos pesados que as grandes empresas possuem, eles conseguiram abrir espaço e forçar o recuo das marcas tradicionais. A mineira Itambé, por exemplo, chegou a produzir 20 milhões de litros e hoje limita-se a pôr nas prateleiras apenas 3 milhões de litros. Diante do aumento da concorrência, optou por outros mercados (leite em pó e condensado). Há quem diga que o longa vida vai ficar para as marcas regionais ou para um grande fabricante nacional capaz de manter fábricas no País todo.

• Espaço

Para o presidente da ABLLV, Almir Meireles, há espaço tanto para as companhias regionais quanto para as de presença nacional. Um exemplo disso é a gaúcha Avipal. Trata-se de uma empresa regional, mas que está em um Estado exportador, o Rio Grande do Sul, e distribui a marca LG em todo o País. A Avipal retira 50% de suas receitas do produto longa vida. Apesar de ter a marca mais barata do mercado, a empresa está bem e é lucrativa.

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