Política

Vereadores dispostos a criar a CIP

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Se depender da vontade da maioria dos vereadores, a Câmara Municipal de Bauru vai autorizar a prefeitura a cobrar a Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública (CIP) no exercício financeiro de 2003.

Na segunda-feira, os parlamentares vão se reunir para discutir e, provavelmente, votar o projeto de lei que cria a contribuição, de autoria do prefeito Nilson Costa (PPS).

A princípio, o projeto do Executivo propõe cobrar até 5% sobre a conta mensal dos consumidores de energia elétrica, mas de forma escalonada.

A proposta agrada a maioria dos vereadores. Para José Eduardo Ávila (PPB), a cidade está “às escuras”. “Temos iluminação precária ou quase nenhuma no Centro da cidade, no Jardim Ivone, no Parque Jaraguá. E a administração não tem recursos para sanar o problema”, justifica.

Seu colega da bancada da situação, Paulo Eduardo Martins Neto (PFL), também defende a criação da CIP. “Voto a favor do projeto. Eu mesmo tenho de quatro a cinco pedidos de extensão de energia elétrica em alguns locais. O valor que se pretende cobrar não é muito”, comenta.

O pefelista não acredita em manobras regimentais que possam vir a obstruir a votação do projeto na sessão legislativa de segunda-feira.

O comentário se deve ao fato de a proposta ainda não ter recebido pareceres das Comissões de Justiça, Legislação e Redação e Economia, o que vai ocorrer em plenário.

Problema geral

O vereador Osvaldo Paquito (PPS) também votará a favor do projeto de lei que cria a CIP. Ele diz que é importante ressaltar a relação custo/benefício da proposta.

“O custo será pequeno em relação ao grande benefício que o projeto proporcionará após ser aprovado. Precisamos resolver a nossa relação com a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL)”, destaca.

A prefeitura tem uma dívida de mais de R$ 6 milhões com a companhia de distribuição de energia elétrica. “E sem resolver esse problema, não há como providenciar novas extensões”, lembra.

Seu companheiro de partido, Edmundo Albuquerque, reforça o discurso favorável. “A implantação da CIP apenas repõe a antiga Taxa de Iluminação Pública (TIP)”, diz.

O parlamentar diz que o município tem “orçamento pobre”, insuficiente para atender as demandas das necessidades da população.

O recém-eleito presidente da Câmara Municipal, Renato Purini (PV), também votará a favor da instituição da contribuição. “A dúvida era se o Congresso Nacional aprovaria a cobrança por parte dos municípios. Como isso já ocorreu, não tem porque não aprovar o projeto de lei”, posiciona-se.

Para ser cobrado no exercício financeiro de 2003, o projeto que cria a CIP tem que, obrigatoriamente, ser aprovado e publicado no Diário Oficial do Município (DOM) ainda neste ano.

Como as edições do DOM só circulam às quartas-feiras e sábados, a administração municipal terá de correr contra o tempo para publicar a lei, caso o projeto seja aprovado, em caderno extraordinário na terça-feira, 31, último dia do ano.

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