Geral

Usuária reclama de falta de médico no Pronto-Socorro do Mary Dota

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Uma cólica menstrual muito forte, que provoca vômitos, levou Thaís Bueno Etschk ao Pronto-Socorro do Mary Dota, anteontem, por volta das 12h30. Pouco tempo depois, ela retornou para casa sem ser atendida por falta de médicos, informação contestada pela Secretaria Municipal de Saúde.

“Disseram para minha filha que se ela quisesse aguardar uma ambulância que iria para o Pronto-Socorro Central, poderia receber atendimento lá, já que o médico de plantão no PS havia abonado o dia e não havia substituto”, explica a mãe da moça de 19 anos, Cleusa Martins Bueno.

Segundo ela, mensalmente Thaís precisa ser medicada devido ao mesmo problema. Porém, desta vez, precisou recorrer a uma farmácia, já que não conseguiu atendimento.

â€œÉ uma constância faltar médico. Quando tem clínico geral, falta pediatra. Por essa razão, decidi acionar um membro do Conselho Municipal de Saúde”, ressalta a mãe.

A informação foi confirmada pelo conselheiro Roberto Lima de Almeida, procurado por ela. “Há muito tempo o PS está assim. Antes o problema era só com pediatra, agora também com a clínica geral. O que salva a saúde municipal são os funcionários”, queixa-se.

Ele informou que levará o caso ao conselho no início de fevereiro e não descarta a possibilidade de recorrer ao Ministério Público para resolver a questão.

A dificuldade em oferecer médicos na quantidade necessária para garantir o atendimento adequado não é negada pela Secretaria Municipal de Saúde, que tem tentado contratar profissionais.

“Desde de o início do ano estamos tentando admitir profissionais. Como não podíamos abrir concurso no segundo semestre devido às eleições, publicamos chamada para contratação temporária no Diário Oficial do Município (DOM), semanalmente”, informa a secretária municipal de Saúde, Sônia Fiochi.

Segundo ela, não faltam médicos nos PS, que atendem mesmo com quadro reduzido.

“Um clínico deu atendimento no PS do Mary Dota pela manhã, outro à tarde e outros dois estavam na escala da noite. Ele não recusou nenhum atendimento. Lá estamos sem pediatras às sextas-feiras”, conta, esclarecendo que cada período dispõe de dois profissionais. De acordo com a secretária, a chefia também não soube da queixa, que se for oficializada pode resultar num processo de investigação. “Precisamos do nome do funcionário que a dispensou”, frisa.

Ela ressalta que solicitou à Secretaria da Administração a abertura, com urgência, de novos concursos para médicos, já que o déficit é de 72 horas de atendimento para clínica geral e 96 horas para pediatria.

“Mantemos sempre um médico nos PSs de bairros. Independentemente de sua especialidade, ele pode prestar os primeiros atendimentos. Depois, o paciente é transferido de ambulância para o Central, que sempre recebe os casos mais graves. A partir do dia 6, contaremos com mais um pediatra e quatro clínicos na rede”, conclui.

Comentários

Comentários