Li no Jornal da Cidade uma notícia que esperava demorar ainda alguns anos para ler: nasceu um bebê clonado. A princípio, fiquei indignada. Como alguém pode brincar de ser Deus com uma coisa tão séria? Trazer ao mundo um ser divino através de uma técnica que ainda não é segura nem para os animais?
Em nome da Ciência pode-se tudo. Será? Se é que é mesmo verdade que a menina Eva foi clonada, já que a cientista que teria feito a cópia não apresentou provas, como será o seu futuro? Terá futuro?
Sob todos os aspectos, considero fantástico e importante o trabalho desenvolvido por cientistas de todo o mundo nas mais diversas áreas. Os avanços na área médica foram significativos. É grande o número de doenças erradicadas e/ou controladas graças ao avanço da ciência em todo o mundo. Mas brincar de ser Deus, isso já é um pouco demais. Homens e mulheres foram criados para ser únicos. Cada um passa por aqui, deixa seu legado e vai embora. Fica a lembrança. Não há a necessidade de cópia.
Sou da modesta opinião que ao invés de tentar ficar copiando pessoas, esses cientistas deviam se debruçar para tentar descobrir a cura da aids, do câncer e até da gripe, por que não!? O problema é que isso interessa especialmente às pessoas pobres. Então, só nos resta torcer para que o verdadeiro Deus dê um cutucão naqueles que querem brincar de ser Ele para que de fato façam o seu trabalho e O deixem fazer o dele em paz. (Selma de Oliveira - enfermeira)