Tribuna do Leitor

UM ANO QUE MARCOU


| Tempo de leitura: 2 min

Pelo penta que conseguimos no futebol, mesmo com uma seleçãozinha meia boca. Pela extinção das notas de R$100,00, que se ainda existem ninguém mais vê. Pela volta da inflação (e que volta!). Pela volta da mentira no índice inflacionário que o governo insiste em divulgar (eles pensam que nós ainda acreditamos). Pelo aumento da força do poder paralelo que hoje já não existe só no eixo Rio-São Paulo, está no Brasil inteiro e já devidamente infiltrado na política. Seria o começo de uma guerra civil?

Pela eleição do primeiro operário humilde ao cargo máximo da Nação. Infelizmente, penso que por mais otimista que seja, nesta altura, é impossível ter esperança. Pelos recordes de juros praticados pelos bancos e agiotas (que é onde estão 95% do dinheiro do povo). Pelo recorde de extração de petróleo na história do Brasil (e inexplicavelmente recorde de preços também). É difícil ter esperança. Antigamente, ainda sonhava-se em ganhar nas loterias. Hoje, nem isso. Nem se sabe onde saem esses milhões que se acumulam (quase sempre na mesma época do mês e ano). São loterias de apostas sulinas e sudestinas e prêmios nortistas e nordestinos. Você, caro leitor, não vê falar que alguém ganhou na loteria faz quanto tempo? A CEF faz e desfaz, manda e desmanda nas loterias. Sem contar os bingos. Depois que a CEF ficou responsável por eles, acabaram-se e sem explicação também não se autoriza mais bingos no Brasil. Estariam eles atrapalhando as loterias? Ou o bilhete do Show do Milhão (porque aquela revistinha não tem conteúdo para R$ 5,00). Ou tem? Quanto aos bingos, danem-se os empresários que investiram na modalidade. E danem-se os empregados (e são milhares no País). Afinal, tem tantos desempregados mesmo. Milhares a mais ou a menos não vai fazer diferença mesmo.

E assim vamos tocando e entramos no ano novo com um só pensamento. Até quando? E de que forma isso vai terminar? Grato pela publicação. (Vitor Rodrigues Ruiz - RG: 11.225.892)

Comentários

Comentários