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Tarifa do DAE desagrada comerciantes

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

O reajuste de 24,5% na tarifa de água que entra em vigor hoje em Bauru não agradou aos bauruenses. Eles alegam que o índice é muito alto e vai comprometer, ainda mais, o orçamento doméstico. Os comerciantes que utilizam a água para a prestação de serviços estão revoltados e dizem que não têm como continuar trabalhando.

População não aprova reajuste

A aposentada Vilma Godoy considerou o reajuste na tarifa de água como muito alto. “O salário sobe 7% e a tarifa de água 24,5%. Isto não está certo. Vai doer no bolso do bauruense.”

A professora Dina Penteado acha que o aumento foi absurdo. “Os professores não tiveram aumento este ano, como vamos arcar com todos os reajustes que estão sendo feitos?”, questiona. Para ela, a saída é parar de lavar carro e calçadas.

Odorico Ferreira diz que não aguenta mais tantos aumentos. “Subiu a gasolina e eu não posso viajar. Subiu o gás, a alimentação e agora até a água. Não tenho mais como economizar. O salário continua o mesmo”, reclama.

A doméstica Aidê Cândida do Espírito Santo pensa diferente dos demais entrevistados. Ela acha que o aumento na tarifa não vai pesar no orçamento. “A tarifa de água em Bauru é uma das mais baratas do País. Eu economizo. Em casa gasto em média R$ 4,00/mês.”

O proprietário de um lavacar localizado na quadra 17 da rua Capitão Gomes Duarte, Afonso Gonçalves Neto promete fechar o estabelecimento. “Este reajuste na tarifa de água vai inviabilizar a lavagem de veículos. Eu não posso repassar o aumento para a clientela porque ninguém mais aguenta pagar tantos aumentos.”

Ele considera o aumento da tarifa de água um escândalo. “Como tudo neste País. Sobe o preço dos combustíveis, água, alimentos. Nós não podemos subir o preço. Quem trabalha não tem valor no Brasil.”

O comerciante diz que tem duas filhas que moram fora do Brasil. “Elas não querem voltar nem para passear. Faz quatro anos que elas não visitam o País.”

Neto alega que já diminuiu o lucro no máximo. “Estou pagando para trabalhar. Gasto cerca de R$ 200,00 em média por mês de água. Tenho sempre uma conta atrasada porque não dá para manter em dia. Vou ter que fechar.”

O tintureiro Joel Sanches, estabelecido na quadra 9 da rua Bandeirantes explica que vai procurar outra alternativa para limpar as roupas dos fregueses. “Vou sugerir a limpeza a seco que economiza água e conserva o tecido.”

Ele considera o aumento da tarifa como muito além do que era necessário. “Se repassar o reajuste para a clientela, acabo perdendo os clientes. Se não repasso, diminuo o meu lucro e corro o risco de fechar”, lamenta.

Ele explica que tem uma conta atrasada com o Departamento de Água e Esgoto (DAE). “A gente vai negociar com eles e eles não aceitam. Está difícil pagar a conta de água. Aqui gasto muita água e não tenho como economizar.”

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