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Mais uma conflagração?


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Os norte-americanos vão de vento em popa em preparativos para nova guerra internacional na ampla área do Oriente Médio. Mais uma? Sim, porque seus homens de governo continuam esquecidos de que é um grotesco “quixotismo” tentar acabar com os principais males do mundo através de conflitos bélicos, da maior envergadura possível, no que são acompanhados, com invulgar entusiasmo, por um enorme bocado da ampla sociedade nacional, principalmente jovens, os quais, em plena vitalidade, em total inexperiência, estariam empenhados em tentar exterminar pela força os problemas que seu território tem pela frente naquela distante região. Evidentemente, não têm eles razão para tanto, porquanto a humanidade, em vertiginoso progresso como se encontra, já perdeu o hábito de decepar as mãos dos larápios como fazia na Idade Média e, agora, tantas divergências internacionais são superadas, pela maioria das nações, em torno de uma mesa de conciliação, sem o menor aceno de armas e munições. Parece que adultos e jovens estadunidenses demoram para assimilar a educação política realmente devida para dar as mãos aos outros, nem sendo despertados para exemplos das gerações primitivas, as quais, já em seus mínimos 12 anos, recebiam dos genitores todas as orientações necessárias para uma serena e inteligente vida em comum, melhor ainda, proveitosa para o consumo da sociedade em geral, como o fizeram reis e rainhas que, pouco depois dos primeiros 10 anos de idade, já comandavam seus reinados. E, também, neste Natal que partiu para o espaço não lembraram, biblicamente, que “Cristo, aos 12 anos, foi conduzido ao templo para ser plenamente inteirado de seus deveres...” Decorre então da absoluta falta de melhor despertamento social e educativo a carência de bom humor em milhares de cidadãos no mundo todo, os quais, por isso mesmo, vivem ou tentam viver nas faixas da delinqüência, da fuga, da contestação e do afastamento de seus maiores, os pais essencialmente, bandeando inclusive para o consumo de maconha e outras drogas, as quais os fazem afastar-se da imprescindível identificação com os outros e se encaminhar para a divergência e o litígio, como ora ocorre, como manifestação patológica que outros condenam, mas infelizmente, não têm como parar, obstados que são pela ausência de prestígio social e pujança cívico-militar. É a nossa opinião. (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado)

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