Narbonne - Depois de um prólogo em Marselha e uma etapa cronometrada na região de Narbonne, na França, a caravana do Rali Paris-Dacar 2003 chega hoje à Espanha para o último trecho contra o relógio em território europeu. A prova é a mais curta desta edição, com apenas oito quilômetros na praia de Castellon. Depois os participantes seguem para Valencia onde embarcam os veículos em navios para a África.
A viagem será longa, com um dia e duas noites de duração. Após a chegada à Tunísia, o primeiro país africano, a situação fica “sériaâ€, como costuma definir o diretor da competição, Hubert Auriol.
As etapas curtas na França e Espanha, que servem de atração para o público, dão lugar à parte mais temida pelos pilotos: o deserto do Saara.
Dos 490 veículos que largaram de Marselha na quarta-feira à noite, o maior número dos últimos 15 anos, resta saber quantos conseguirão resistir às armadilhas do Saara.
O brasileiro Jean Azevedo, que disputa a prova na categoria motos prefere guardar as energias. Na etapa de ontem, entre Narbonne e Castellon, o brasileiro foi cauteloso. “Pela manhã havia muita neblina e quase não dava para enxergar nada. O trecho tinha muitas pedras e curvas fechadas. Muita gente se arriscou, mas não vale a pena. A corrida começa de verdade na Tunísia dia 5 de janeiro.
Ontem, Jean ficou em 26º lugar na classificação geral e décimo na categoria Production. Na geral das motos, o vencedor foi o francês Richard Sainct, bicampeão do Dacar em 1999 e 2000.
Nos carros, a dupla Klever Kolberg e Lourival Roldan ficou em 18º na geral e fez o quarto lugar na categoria Super Production Diesel. Stephane Peterhansel, seis vezes campeão do Dacar de moto e hoje piloto de carro, ganhou a etapa na categoria.
Nos caminhões, o brasileiro André Azevedo e os checos Tomas Tomecek e Mira Martinec, de Tatra, campeões do prólogo de quarta-feira à noite, ficaram na sétima colocação. O vencedor foi o holandês Johannes De Rooy (51m28s).