Pelo estilo de construção das casas, é possível observar que a Vila Santa Clara e a Vila Nova Santa Clara são dois dos bairros mais antigos de Bauru. Localizados entre a região central e a zona sul, eles têm um grande movimento em suas ruas diariamente.
O problema é que há cinco anos as ruas não recebem um recape asfáltico. “O resultado disso são vias esburacadas e muita dificuldade de circulação para os motoristas que utilizam as ruas para ir ao Centro da cidadeâ€, salienta Maury Campos Brito, presidente da Associação de Moradores da Vila Santa Clara, Nova Santa Clara e Jardim Estoril 3.
Ele salienta que as vias costumam ter um trânsito intenso e que a fina camada de asfalto que foi feita no local não dá conta de suportar todo esse volume de veículos. “A rua Floriano Peixoto, por exemplo, precisa ser recapeada em toda a sua extensãoâ€, diz.
Ele conta que mora há 45 anos no bairro e que há 15 está ligado à associação de moradores. Durante todo esse período, pouca coisa foi feita pelo local. â€œÉ muito difícil conquistar benefícios para os bairros. As dificuldades são imensas e não há boa vontade nas esferas públicasâ€, frisa.
Ele diz que é preciso haver mais entrosamente entre o município e o Estado em prol de melhorias para a cidade de modo geral. “Dependendo do ângulo que você olha, Bauru parece uma vila e não uma cidade de médio porteâ€, enfatiza.
Ele destaca que falta planejamento para realizar obras e promover o desenvolvimento da cidade. “Entre o Jardim Estoril e o Centro da cidade, o trânsito é truncado. É preciso fazer um prolongamento da rua Sorocabana para abrir espaço para a circulação de veículosâ€, diz Brito.
Ele ressalta que muitos moradores se empenham para deixar o bairro melhor. Como exemplo, o presidente da associação de moradores cita o aposentado Arthur Monteiro de Carvalho Netto, que adquiriu uma pedra de três toneladas e um perfil de 19 quilos para implantar em uma praça do Jardim Estoril 3. A idéia é homenagear o seu pai, um dos grandes jornalistas do início do século 20, Álvaro Monteiro de Carvalho.
No entanto, apesar do empenho do aposentado, a praça continua tomada pelo mato e sem nenhum sinal de área de lazer.