Quando o Poder Público não age, muitos moradores sentem-se na obrigação de fazer alguma coisa pelo local onde vivem. É o caso do Residencial Parque Colina Verde, localizado nas margens da rodovia Bauru-Iacanga.
Com cerca de 300 casas, o bairro praticamente não enfrenta graves problemas de infra-estrutura e equipamentos públicos.
A presidente da Associação de Moradores, Maria Ivone Pandolfi, diz que a única reivindicação para 2003 é a manutenção das ruas locais. “Nós precisamos de serviços básicos, como capinação de terrenos e limpeza de praçaâ€, destaca.
Ela conta que a associação possui um centro comunitário, que é usado pelos moradores para festas de aniversário, casamento e confraternizações. “Nós alugamos o salão e, com o dinheiro da locação, mantemos um fundo para ações mais urgentesâ€, salienta.
Dessa maneira, é possível cuidar do espaço público sem depender exclusivamente da administração municipal. â€œÉ claro que não é tudo que conseguimos solucionar, mas já dá para fazer alguma coisa pelo bairroâ€, afirma.
Outro exemplo de preocupação com a coisa pública parte do aposentado Arthur Monteiro de Carvalho Netto. Ele gastou cerca de 3 mil para comprar uma pedra e um perfil em bronze de seu pai, o jornalista Álvaro Monteiro de Carvalho, para instalar em uma praça do Jardim Estoril 3. A idéia era homenagear o progenitor e, ao mesmo tempo, transformar uma área abandonada em um espaço de lazer e descanso para os moradores do bairro.
“Eu mandei colocar a pedra e requisitei uma limpeza no local. Mas, não houve cuidado suficiente e o mato já tomou conta do lugarâ€, destaca.
O aposentado salienta que o seu sonho é ver essa praça recebendo visitantes e que as pessoas possam conhecer um pouco mais sobre a história de vida de seu pai, que possuía uma editora de revistas no começo do século 20, no Rio de Janeiro.