O menino já estava parado ali no meio-fio havia tempo. Atento, olhando para um lado e para o outro. O dono da banca de jornal, que já estava desde cedo observando o menino, quis saber:
- Por que você não atravessa, meu filho?
- Mamãe disse para eu esperar os automóveis passarem. Até agora não passou nenhum!
O hotel era bem vagabundo e estava bem vazio. O hóspede preencheu a ficha quando veio um percevejo andando na direção da ficha. Ele bota a mão em cima e grita:
- De jeito nenhum, você não vai ficar sabendo o número do meu quarto!
A mãe estava arrumando o Joãozinho para a festa. Penteou o cabelo dele; ajeitou a gola da camisa e disse:
- Vai, meu filho, divirta-se e comporte-se.
- Ah, mãe! Decide isso antes de eu sair!
O tímido quase nem conseguia falar com as pessoas. Um dia ele vem até a portaria do edifício para falar com o síndico. O porteiro telefone lá pra cima e o síndico aparece:
- Pois não, às suas ordens:
- É... bem, é o seguinte...
- Pode dizer.
- É que eu gostaria que o senhor proibisse a mulher do 502 de gritar com o marido.
- E quem é o marido?
- Sou eu.