• Cláudia Faillace
A tenista de Lençóis Paulista que foi destaque infanto-juvenil nesse esporte no Brasil e no Exterior, acrescentou mais um título em seu currículo nacional sendo a campeã do master categoria l9/34 anos. Jogando pelo São Caetano Tênis Clube (SCTC) estava classificada entre as oito melhores do Estado de São Paulo e venceu todas as partidas na primeira fase da competição. Devido as chuvas, a final contra Marjorie Crespo, também do SCTC, foi transferida das quadras da Federação Paulista de Tênis, no Ibirapuera, para o clube onde as duas treinam. Claudia Faillace venceu a líder do ranking paulista por 2 a 1, com parciais de 6/4, 4/6 e l0/6.
•Novo técnico
O mineiro André Sá, com a sua fisionomia muita parecida com a de Pete Sampras, patrocinado pela Diadora, está começando a temporada deste ano com novo técnico. È o uruguaio Enrique Perez e está junto com ele no Torneio de Auckland, na Nova Zelândia, iniciado ontem e a ser encerrado no próximo dia 11. Perez, que também é o técnico de Fernando Meligeni, apresentou um plano de trabalho que agradou a André Sá, o segundo melhor tenista do Brasil. Depois desse campeonato ele disputará o Aberto da Austrália, o Torneio de Milão e a Copa Davis.
•Ranking mundial
Sá não ganhou título em simples em 2002, mas chegou as quartas-de-final no Torneio de Wimbledon, em quadras com piso de grama e encerrou o ano ocupando a 59a posição na corrida dos campeões e em 66º no ranking de entradas. Ao lado de Gustavo Kuerten foi vice-campeão do Brasil Open, disputado na Bahia e, com o mesmo parceiro, ganhou a partida de duplas contra o Canadá pela Copa Davis, no Rio de Janeiro. Nessa categoria ele está em 69o lugar.
•Mudanças no regulamento
A Confederação Brasileira de Tênis (CBT), presidida por Nelson Nastás, está comunicando às 24 federações afiliadas as alterações no regulamento do tênis nacional em vigor desde o dia 1 de janeiro. Além da criação de um circuito infanto-juvenil com oito etapas, será realizado mais um masters. As categorias 10/12 anos passam a ser disputadas em grupos de no máximo quatro tenistas cada, jogando um contra todos, e os dois primeiros de cada grupo passarão para a fase final, com os atletas jogando mais dias durante a semana do torneio.
Na 14/16 anos, com chave de 32 na masculina e 16 na feminina, o critério será o de eliminatória simples, em partidas em melhor de três sets, com tie break normal e sem vantagem (no-ad). O super tie break adotado durante 2002 não mais será usado. Na 18 anos não haverá alterações. O sistema de pontuação foi modificado com o torneio de classificação (qualifying) que completa a chave principal, passará a contar pontos, de acordo com a rodada que o jogador atingir. Os tenistas que disputarem a chave de duplas terão bônus de 20% dos pontos ganhos contados para o ranking de simples.
•Grand Slam infanto-juvenil
A grande novidade é a criação do Grand Slam Infanto-Juvenil Nacional, um circuito com oito etapas de classificação e mais um masters com jogos pelo Brasil. Será disputado nas categorias 12, 14, 16 e 18 anos, masculino e feminino. Esse circuito terá a duração de três anos e, de acordo com o presidente da CBT, dará oportunidade para vários Estados sediarem uma fase da competição a ser iniciada no dia 14 de abril e encerrada no dia 16 de outubro. O master será no período de 8 a 14 de dezembro.