O presidente da Câmara Municipal, vereador Renato Purini (PV), anunciou ontem que a folha de pagamento da Casa será enxugada em cerca de R$ 150 mil neste ano.
A economia se deve a sua decisão de não nomear três cargos ligados diretamente à presidência do Poder Legislativo.
O vereador não nomeou chefe de Gabinete (salário de R$ 3.761,56), assessor de cerimonial (salário de R$ 3.988,16) e assessor técnico de obras (salário de R$ 2.962,18).
Somados, os salários das três funções representavam um gasto mensal de R$ 11.711,90. Multiplicados pelos 12 meses do ano atingem a quantia de R$ 140.532,00, não computados encargos trabalhistas e 13.º salário.
“Vamos reequilibrar os nossos gastos com pessoalâ€, afirma o presidente da Casa. Seu antecessor, Walter Costa (PPS), fechou o ano acima do limite constitucional permitido para folha de pagamento, que é de 70% em relação à verba de manutenção (duodécimo) recebida da prefeitura.
Purini confirmou, ainda, a permanência no cargo de consultor financeiro e administrativo, Irineu Bastos. Anunciou oficialmente a exoneração do consultor jurídico, João Batista Porto. Seu substituto ainda está indefinido.
O assessor parlamentar Edison Bastos Gasparini Jr. também foi mantido na função. Ele vai acumular as atividades de chefe de Gabinete.
Ainda ontem, Purini anunciou a doação de três veículos do Poder Legislativo, modelo Parati, à Prefeitura de Bauru. Segundo ele, são carros com mais de oito anos de uso, cuja manutenção é cara.
De uma frota de dez veículos, a Câmara agora passa a ter sete: dois Vectras, dois Astras, uma Parati, um Omega e uma van.
A partir de amanhã, o presidente do Legislativo inicia uma série de reuniões com os funcionários de todos os setores da Casa. A intenção é captar sugestões e integrar o relacionamento entre os servidores.