A recuperação da ponte, que pode custar até R$ 200 mil, deve demorar mesmo que a prefeitura faça o serviço ou contrate uma outra empresa para executá-lo ainda antes de apurar o que causou as rachaduras e de quem é a responsabilidade, afirma o secretário municipal de Obras, Antônio Carlos Duarte.
Ele explica que para começar as obras é preciso ter em mãos uma proposta de recuperação, um estudo. “Não dá para começar a mexer sem saber o que causou e o que temos que fazer para recuperar. Por isso já enviamos pedidos de projeto de propostas de recuperação a três escritórios de engenharia especializados na áreaâ€, conta.
A estimativa do secretário de Obras é que a elaboração da proposta vai demorar quase um mês. “Achamos que vamos gastar entre R$ 10 mil e R$ 15 mil nesse projeto, mas só vamos tê-los em mãos em três ou quatro semanasâ€, diz. “Com o projeto, poderemos contratar uma empresa ou fazer a recuperação por conta própria e depois pedir ressarcimento da construtora se houve erro por parte delaâ€, completa.
A estrutura da ponte Ayrton Senna foi construída pela Toffer, uma empresa de Piracicaba. A diretoria da empresa, procurada pelo JC, preferiu não comentar o assunto. A prefeitura, ainda no ano passado, logo após a constatação das rachaduras, entrou na Justiça pedindo uma perícia para apurar a causa do problema.
Se a perícia concluir que houve erro na construção, a prefeitura cobrará o valor gasto na recuperação da ponte da construtora, explica o secretário interino de Negócios Jurídicos, José Roberto Anselmo.
“A perícia costuma demorar cerca de um mês para ser feita. Talvez um pouco mais porque estamos em férias forenses. Mas a prefeitura poderá começar as obras de recuperação antes da conclusão da períciaâ€, diz.