Um grupo de vereadores, que foi procurado pela diretoria da Associação de Moradores do Mary Dota, que está preocupada com a interdição da ponte Ayrton Senna, quer analisar o projeto estrutural da obra para tentar encontrar a causa das rachaduras.
Hoje à tarde, a convite da associação de bairro, o vereador Milton Dota Jr. (PTB) vai verificar a ponte. “Vamos conhecer o problema in loco com a equipe da TV Câmara, que fará imagens. Na segunda-feira vamos requisitar à prefeitura o projeto estrutural da ponteâ€, conta.
A proposta de Dota Jr. é submeter o projeto à análise de técnicos da área. “Essa análise vai revelar se houve ou não erro no projeto. Se houve, vamos cobrar o responsável. Se o projeto não tiver erro, vamos continuar apurando o caso porque o erro então deve ser de execução. Não descartamos a instalação de uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) para apurar esse casoâ€, completa.
O vereador João Parreira (PSDB) também questiona o fato da ponte apresentar rachaduras menos de três anos após ser entregue. “Acho que tem algo errado, algum problema técnico. E a prefeitura não pode bancar a recuperação. A prefeitura não tem corpo técnico para acompanhar a obra? Não paga o serviço mediante a medições e a apresentação de laudos que a obra foi feita dentro dos padrões?â€, questiona. “Então agora não pode arcar com esse prejuízoâ€, completa.
O vereador José Clemente Rezende (PSB) também defende a apuração da causa das rachaduras que surgiram na ponte Ayrton Senna. â€œÉ preciso apurar porque, em princípio, é de se estranhar que a ponte apresente esse problema poucos anos após a entrega. É preciso analisar a qualidade do material empregadoâ€, afirma.
O ex-vereador Futuro Sato, que lutou para conseguir verba federal para construir a ponte através do então deputado Tuga Angerami, também lamenta e estranha o fato da obra apresentar problemas há menos de três anos após a entrega. “Lutei por mais de dez anos para a construção dessa ponte e achávamos que havia sido projetada para agüentar o trânsito de caminhões de até 30 toneladas, como nas rodoviasâ€, diz.