Economia & Negócios

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Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Suspensas

A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), a Eletropaulo e a Elektro já conseguiram a suspensão. Das paulistas, agora só falta a Bandeirante também conseguir para que a liminar que impedia as energéticas de cobrar pelo seguro-apagão e pela reposição tarifária caia por terra. Novamente, as perdas financeiras causadas pela ameaça de apagão em 2001 são ônus do consumidor.

• Ação

Em agosto do ano passado, o procurador Rodrigo Valdez de Oliveira, do Ministério Público Federal de Bauru havia ajuizado ação civil pública contra as cobranças extra. Segundo ele, com a volta das chuvas e o fim do racionamento, as energéticas contrataram equipamentos que não seriam necessários a “preços exorbitantes”, além de repassar o custo diretamente para o usuário.

• Contratos

Valdez explica que, em todo caso, a cobrança poderia ser feita assim como é a prórpia tarifa de luz ou a de abastecimento de água: cada um paga a sua parte. O procurador também lembra que em cerca de dois meses começam a vencer os contratos das energéticas, que prevêem reajuste de acordo com o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M). No último ano, o índice fechou em pouco mais de 25%.

• Investigação

A Elektro, subsidiária da gigante americana Enron, que atende 1,6 milhão de clientes em 228 municípios do interior paulista deverá ser investigada pela Fazenda por supostas fraudes no repasse do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). De acordo com a Agência Estado, números preliminares revelam valores próximos de R$ 300 milhões não repassados ao Estado.

• Escada rolante

Um levantamento feito pela Associação Brasileira de Lojistas de Shopping Centers (Alshop) aponta que os shopping centers registraram um faturamento de R$ 41,6 bilhões em 2002, o que significa um aumento de 4% em relação ao ano anterior. A alta real no faturamento corresponde apenas à metade desse crescimento. A outra fatia corresponde à receita dos 37 shopping centers inaugurados no ano passado.

• Ranking

Ainda de acordo com a Alshop, o número de shopping centers em operação no país passou de 542 em 2001 para 579 no ano passado. Com esse número, o Brasil ocupa o quinto lugar no ranking mundial do setor, atrás dos Estados Unidos (45.025), Canadá (4.362), Japão (2.658) e Austrália (579). Pelas previsões da associação, 77 novos shopping centers deverão ser inaugurados até o final de 2004.

• Engajamento

O inusitado Mecca Cola, refrigerante lançado na França há dois meses, está chegando a Inglaterra. Criado pelo empresário tunisiano Tawfik Mathlouthi, o produto se apresenta como ‘bebida engajada’, voltada para o consumidor de origem árabe e muçulmanos. Segundo agências internacionais, a estratégia de marketing do refrigerante é aproveitar o sentimento anti-americano crescente em função do agravamento da crise no Oriente Médio.

• Dízimo

Em entrevista ao Media Guardian, Mathlouti diz que não é contra a Coca-Cola ou os EUA, mas rejeita a política internacional do governo de George W. Bush. Como demonstração de “boas intenções”, o empresário promete destinar 10% dos lucros da Mecca Cola para ações de caridade voltadas às crianças palestinas. Até agora, o tunisiano declara já ter vendido 2 milhões de garrafas de 1,5 litro.

• Contra-ataque

Curiosamente, a Coca-Cola pediu à agência Mother novas idéias para as campanhas do refrigerante na Inglaterra. Para isso, abre “concorrência criativa” entre a agência e a McCann. No setor de bebidas, a Mother já trabalha, entre outras, com a marca Schweppes. No ano passado, a Coca-Cola investiu US$ 24,8 milhões em publicidade no país dos Rolling Stones, contra US$ 3,6 milhões de sua maior concorrente mundial, a Pepsi.

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