A entrega do Centro de Detenção Provisória (CDP), que vai abrigar os presos da Cadeia Pública de Bauru, inicialmente prevista para este mês, deve ficar para março. A assessoria de imprensa da Secretaria da Administração Penitenciária informa que 62% das obras do prédio estão prontas.
A construtora responsável pela edificação do prédio, ao lado do Instituto Penal Agrícola (IPA), pediu um novo prazo, de acordo com a assessoria de imprensa. O CDP de Bauru terá 768 vagas e permitirá a desativação da Cadeia Pública que, além de estar localizada dentro da cidade, é um prédio antigo que apresenta vários problemas estruturais.
O delegado Roberval Fabbro, diretor da cadeia, conta que apesar de ter conseguido vagas para os presos já sentenciados, a lotação ainda é muito acima do ideal. Anteontem, a cadeia, projetada para 70 detentos, abrigava 155.
“Celas para seis pessoas acabam abrigando até 24 presosâ€, relata Fabbro. A disciplina, conta ele, tem sido mantida à base de normas rígidas e reforço na segurança, incluindo circuito interno de TV.
Além dos presos de Bauru, o CDP irá receber os detentos à espera de sentença de toda a região. Outras cidades, além de Bauru, poderão ter suas cadeias desativadas quando o CDP começar a funcionar, revelou Nagashi Furukawa ao JC no ano passado.
Piratininga já desativou sua cadeia, por determinação judicial porque o prédio estava com a estrutura comprometida. O CDP de Bauru começou a ser construído no início do ano passado e em agosto a obra chegou a ser embargada por determinação judicial porque não apresentava a autorização ambiental.